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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de junho de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Inovação

10/06/2019 - 19h11min. Alterada em 10/06 às 19h32min

Parque tecnológico da Ufrgs terá primeiro braço fora de Porto Alegre

Empreendimento será erguido em terreno doado pela prefeitura de Farroupilha à universidade

Empreendimento será erguido em terreno doado pela prefeitura de Farroupilha à universidade


Gabriel Venzon/ Câmara de Vereadores de Farroupilha/Divulgação/JC
Bruna Oliveira
Em um passo até então inédito, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) vai expandir o campo de atuação na Serra gaúcha. A instituição vai erguer um braço do Parque Científico e Tecnológico (Zenit) em Farroupilha, em um terreno de mais de 6,1 hectares doado pelo município à instituição. Será um escritório de inovação para coordenar ações de fomento ao empreendedorismo e à criação de novos negócios na região. A formalização da instalação do escritório ocorreu em fim de maio.  
A construção do empreendimento será em área próxima ao Distrito Industrial do município, onde já estão instaladas unidades do Sesi e Senai, ligados à indústria, e uma da Universidade de Caxias do Sul (UCS). A empresa que vencer a licitação para executar a obra será 'paga' com o repasse de um terreno de três hectares que a Ufrgs tem na região central de Farroupilha e onde não há interesse em fazer outros projetos, informou a universidade. O terreno foi transferido à Ufrgs há alguns anos para a construção do campus Serra, que acabou não saindo do papel.
A área a ser trocada pela construção do novo braço do Zenit ainda deverá passar por avaliação da Caixa Econômica Federal. "É uma troca de serviço. A empresa que aceitar o projeto receberá, ao término da obra, o terreno da universidade", explica o superintendente de Infraestrutura da universidade, Edy Isaías Junior. 
"É a primeira vez que a universidade utiliza este modelo, de usar um espaço para pagar um investimento, o que deve se tornar interessante para outras ações futuras", avalia Marcelo Lubaszewski, diretor do Zenit. A Ufrgs terá cinco anos para finalizar a obra do primeiro braço do Zenit fora da Capital, prorrogáveis pelo mesmo período. Caso isso não ocorra, o terreno voltará ao município. 
A área doada pela prefeitura fica no bairro Cinquentenário. A construção está em fase de pré-projeto e prevê cerca de três prédios de tamanhos diferentes para abrigar os serviços essenciais. O investimento não foi divulgado. A expectativa é que a licitação se converta no recurso necessário pelo menos para a largada das obras. Caso haja necessidade de mais recursos, poderá ocorrer captação junto a setores públicos e privados.
Lubaszewski explica que o espaço vai atuar em três frentes: capacitação empreendedora, incubação de novos negócios e inovação aberta, que inclui gestão em indústrias já consolidadas e startups e transferência de tecnologias. A ideia do projeto é viabilizar a ponte entre a universidade e o polo de desenvolvimento no Estado. Farroupilha fica em região com muitos segmentos industriais e com potencial de mais crescimento. "A Serra gaúcha é empreendedora por natureza. O Zenit chega para potencializar o que já existe com geração de riqueza e de empregos, despertando protagonismo para o futuro", destaca o diretor.
Enquanto o espaço físico não fica pronto, algumas ações já estão saindo do papel, como um mapeamento inicial dos atores da área de empreendedorismo e inovação na região. O estudo utiliza a mesma metodologia que serviu de base para o Pacto Porto Alegre, iniciativa que une universidades, governos e empreendedores para fomentar a inovação na Capital.
Além disso, o último edital de incubação na Ufrgs contempla a categoria incubação externa, que oferece assessoria remota e que pode ser aplicada na região. Outra iniciativa foi a realização, por parte da prefeitura de Farroupilha, da Semana de Empreendedorismo para debater medidas na área e apresentar ideias.
Criado há sete anos, o Zenit é referência nacional e internacional na área de inovação. Atualmente, tem 26 startups e três pequenas empresas em seu portfólio, divididas entre três incubadoras, situadas em diferentes unidades da Ufrgs nos setores de informática, biotecnologia, engenharia, química, física agroindústria e empreendimentos sociais. Pelas incubadoras já passaram 140 empresas nascentes em tecnologia, com taxa de sobrevivência superior a 60%, informou a direção do parque.
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