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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de junho de 2019.
Dia da Língua Portuguesa.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado financeiro

Edição impressa de 10/06/2019. Alterada em 10/06 às 03h00min

Ibovespa acumula alta de 0,82% em uma semana

O principal índice da B3, o Ibovespa, acumulou valorização de 0,82% na última semana. A perspectiva de corte de juros no Brasil e nos Estados Unidos deu ânimo aos investidores. Na sexta-feira, em terreno positivo desde a abertura, o indicador chegou a subir mais de 1%, testando o patamar dos 98 mil pontos, mas perdeu fôlego e fechou aos 97.821,26 pontos, com ganho de 0,63%.
Analistas consultados observaram que a alta de sexta-feira foi "modesta" se comparada aos ganhos mais expressivos das bolsas de Nova Iorque e à expectativa pela retomada da tramitação da reforma da Previdência. Para eles, a cautela do investidor ante os acontecimentos aguardados para a próxima semana pode explicar o fato de o índice não ter se sustentado acima dos 98 mil pontos. A questão é saber se o cenário político levará ou não o indicador de volta aos 100 mil pontos na próxima semana.
Para Álvaro Frasson, da corretora Necton, a apresentação do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), esperada para os próximos dias, já estaria em boa parte precificada. Com isso, afirma, não é certo que o Ibovespa tenha fôlego para alcançar os 100 mil pontos na semana que vem. "A tendência permanece positiva para a semana que vem, mas, em parte, a entrega do relatório já está precificada, o que não justificaria a superação dos 100 mil pontos", disse Frasson.
Entre as principais notícias que influenciaram o último pregão estava a divulgação do IPCA de maio, que ficou em 0,13%, no piso das estimativas do mercado, e ajudou a reforçar no mercado futuro de juros as apostas em um corte da taxa Selic neste ano. Nos Estados Unidos, o destaque ficou com o relatório de empregos "payroll", que apontou criação de vagas (75 mil) bem aquém do previsto (180 mil). Também nesse caso foi reforçada a aposta no corte de juros, como forma de estímulo econômico.
Adicionalmente, o desempenho do Ibovespa refletiu as altas expressivas das ações da Petrobras, que foram movidas pela alta dos preços do petróleo e pela liberação da venda da transportadora TAG, depois que o STF votou pela desnecessidade do aval legislativo para venda de subsidiárias de empresas estatais. Ao final dos negócios, Petrobras ON e PN tiveram ganhos de 2,72% e de 1,83%, respectivamente.
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Cotado a R$ 3,8505, dólar à vista registra queda de 1,24% em cinco sessões

Com perdas em quatro dos últimos cinco pregões, o dólar encerrou a primeira semana de junho com desvalorização acumulada de 1,24%, deixando para trás o piso de R$ 3,90. Segundo analistas, confirmadas as expectativas de juros menores nos Estados Unidos e de andamento da reforma da Previdência, com a previsão de apresentação de parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), na comissão especial da Câmara dos Deputados durante esta semana, a cotação do dólar pode romper os a barreira de R$ 3,85.

Na sessão de sexta-feira, o real se beneficiou de uma onda global de enfraquecimento do dólar, após dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçarem as apostas em queda dos juros norte-americanos neste ano. Tendo descido até uma mínima de
R$ 3,8505, na esteira da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o dólar reduziu as perdas, com realização de lucros e ajuste de posições, para encerrar o pregão cotado a R$ 3,8770, em queda de 0,16%.

O relatório de emprego de maio nos Estados Unidos mostrou criação de 75 mil vagas, bem abaixo dos 180 mil previstos. O Índice DXY - que mede a variação do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes - trabalhou em queda firma durante todo o dia, fixando-se abaixo dos 97 pontos. A moeda norte-americana também caiu em relação a divisas emergentes, à exceção da lira turca.

De acordo com Vicente Matheus Zuffo, gestor de investimentos da asset SRM, com a queda da cotação do dólar desde 20 de maio - quando atingiu R$ 4,10 - até agora, o real já se alinhou ao desempenho das demais moedas dos países emergentes. Para Zuffo, em caso de cristalização do cenário de corte dos juros nos Estados Unidos, as moedas emergentes terão nova rodada de valorização. "Com o ambiente político melhor, agora, o Brasil tem chance de se destacar, com queda maior do dólar aqui", afirma o gestor.

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