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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de junho de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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crédito

Edição impressa de 06/06/2019. Alterada em 06/06 às 03h00min

Juros da casa própria caem em até 1,25 ponto percentual

Com novas medidas, governo iguala taxas de SFH e SFI

Com novas medidas, governo iguala taxas de SFH e SFI


FRANCK FIFE/AFP PHOTO/JC
A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a redução de 1,25 ponto percentual nos juros cobrados nos empréstimos habitacionais com recursos da poupança e de mercado. A taxa mais em conta (para clientes do banco) baixou de 8,75% ao ano para 8,50%, e a mais alta caiu de 11% ao ano para 9,75% ao ano. Os novos percentuais começarão a valer a partir da próxima segunda-feira, dia 10.
O banco também anunciou, oficialmente, a campanha de renegociação para os mutuários da casa própria que estão com prestações atrasadas. O programa vai beneficiar 600 mil famílias com vários tipos de contratos . Os interessados terão como alternativas pagar à vista um valor de entrada e incorporar no saldo devedor as prestações atrasadas, recalculando o valor da parcela, utilizar saldo da conta do FGTS e alterar a data do vencimento da prestação.
As novas taxas valerão para contratos enquadrados no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com recursos da poupança e do FGTS para imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), acima desse valor.
Além da taxa de juros, os tomadores dos financiamentos pagam a TR (Taxa Referencial), atualmente zerada. Nas próximas semanas, a Caixa vai lançar uma nova modalidade de crédito imobiliário, substituindo esse indexador pelo IPCA. Ao divulgar o corte nos juros, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, explicou que o banco está padronizando as condições dos empréstimos tanto no SBPE quanto no SFI. "Estamos corrigindo uma distorção", destacou Guimarães.
Além da mudança na correção dos financiamentos, a Caixa vai passar a oferecer um tipo de amortização dos contratos, chamado tabela price, em que o tomador começa pagando prestações em valores menores e elas vão subindo ao longo do tempo. Atualmente, o banco trabalha com o sistema SAC (Sistema de Amortização Constante), em que o valor das parcelas é decrescente.
Esta fórmula é considerada mais segura tanto para os tomadores quanto para as instituições financeiras. Segundo ele, a ideia é deixar o mercado fluir, menos "dirigismo", acrescentando que essa é uma orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes. "A escolha é do consumidor", disse Guimarães, acrescentando que para algumas famílias pode ser mais vantajoso começar pagando menos.
De acordo com simulação da Caixa, um contrato com saldo devedor de R$ 108,845 mil, com 10 prestações vencidas, vai incorporar na dívida R$ 8,888 mil. Com isso, o valor da parcela subirá de R$ 987,63 para R$ 1,012 (aumento de R$ 25,02).
Quem não se enquadrar nessas condições poderá procurar as agências da Caixa para verificar a possibilidade de acordo. Dependendo do tipo de contrato, os mutuários poderão ter perdão de multa e mora, de acordo com a Caixa.
O programa de renegociação vale em todo o País. Os clientes poderão receber atendimento pelo fone 0800-726-8068, opção 8; pelo site www.caixa.gov.br/negociar; nas redes sociais; e nas agências.
 
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