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Porto Alegre, terça-feira, 28 de maio de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Crédito

Edição impressa de 28/05/2019. Alterada em 28/05 às 03h00min

Inadimplência não cai, apesarde limite no rotativo do cartão

A regra do rotativo do cartão de crédito que limita o uso dessa linha por mais de um mês não foi suficiente para reduzir seu uso nem a inadimplência. Há dois anos, instituições financeiras foram obrigadas pelo Banco Central (BC) a reduzir o tempo que deixavam consumidores rolando a dívida no cartão.
A expectativa era que a medida reduzisse o número de calotes e abrisse espaço para cortes nas taxas de juros cobradas. Os juros efetivamente passaram por uma redução. A taxa média caiu da faixa de 500% ao ano para os atuais 300%.
Mensalmente, porém, ingressa no rotativo o mesmo volume de recursos, ou seja, de pessoas que não têm dinheiro para quitar integralmente a fatura, pagam apenas uma parte da dívida e pedalam o saldo para o mês seguinte.
Também é parecido o volume que vai imediatamente para calote, quando o cliente não paga nem o valor mínimo. "O rotativo tem essa característica de curtíssimo prazo. Não vejo como problema o fato de ele não ter caído, mas como oportunidade de explicar que clientes têm outras opções que podem ser escolhidas antes", diz Marcelo Kopel, diretor de cartões do Itaú.
Entrar no rotativo continua sendo um indicativo de que o consumidor terá dificuldade de quitar a dívida: a inadimplência segue ao redor de 35%, o mais alto percentual do mercado. É maior que os calotes do cheque especial (13%), que, atualmente, tem o juro mais elevado - 322% ao ano.
 
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