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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de maio de 2019.
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Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 27/05/2019. Alterada em 27/05 às 03h00min

Expectativa é positiva para ações de bancos

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A fraqueza recente da economia não deve afetar o desempenho das ações dos bancos na bolsa. A previsão é de que as instituições devem seguir apresentando taxas de crescimento e inadimplência sob controle. Segundo profissionais consultados, o problema deve ser secundário para as ações, que tendem a reagir positivamente às reformas, em especial, à Previdência.
Para o estrategista de pessoa física da Santander Corretora, Ricardo Peretti, a visão continua positiva para o setor. No geral, a combinação de despesas abaixo da inflação, spreads estáveis e inadimplência sob controle permitirão uma expansão média de 17% ao ano do lucro por ação dos bancos brasileiros em 2019. "Quanto à recente desaceleração da economia doméstica, acreditamos que o guidance (meta) dos bancos para este ano já contemplava um cenário mais conservador para 2019, o que mantém as nossas expectativas otimistas ainda válidas para o restante do ano", afirma.
O economista-chefe do Modalmais, Alvaro Bandeira, avalia que os maiores bancos privados estão bem adaptados ao cenário econômico. E, caso a reforma da Previdência saia com maior celeridade e profundidade, acrescenta, pode-se projetar aceleração no último trimestre de 2019 e para o próximo ano. "Situamos o setor bancário privado como boa alternativa conservadora de aplicação", diz.
Felipe Silveira, da Coinvalores, também destaca a importância das reformas. O profissional vê a questão do crescimento mais fraco no curto prazo como secundária para os papéis dos bancos em relação à importância da aprovação das reformas. "Se a proposta caminhar como esperado, os bancos devem responder positivamente por conta do impacto disso no crescimento de médio e longo prazos da economia", explica.
De uma forma geral, todos os setores aguardam incentivos via equipe econômica do ministro Paulo Guedes e também que o Banco Central (BC) utilize instrumentos para melhorar a percepção de risco e incentivar a tomada de crédito. "Alguns caminhos possíveis estão na mesa, como o caso da possibilidade de redução na Selic e o BC cortando compulsório bancário na ordem de R$ 8 bilhões com a ideia central em estimular a atividade interna", destaca o analista de investimentos da Terra, Régis Chinchila.
O analista André Ferreira da MyCAP diz que, mesmo com a indefinição política e econômica, o setor mantém o viés positivo para médio e longo prazos. "Dada a expectativa de menor crescimento do crédito, os bancos buscam, neste momento, o redimensionamento e o melhor gerenciamento de risco para suportar o investimento no cenário atual", lembra.
O analista Victor Luiz de Figueiredo Martins, da Planner, avalia que os resultados do primeiro trimestre vieram acima ou dentro do esperado, o que gera uma base de comparação forte. Ele cita que, nos quatro maiores bancos com ações na B3 (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander), o lucro consolidado cresceu 20% em relação a igual trimestre do ano passado.
Após melhora expressiva nas expectativas para a aprovação da reforma da Previdência nos últimos dias, o mercado financeiro está menos pessimista sobre o desempenho do Ibovespa nesta semana, mostra o Termômetro Broadcast Bolsa. Entre 31 participantes, os que esperam que a semana será de ganhos representam 48,39% do total, e os que esperam queda, 19,35%. No último Termômetro, as expectativas para o índice eram de alta para 40,63% e de baixa para 43,75%.
O índice Ibovespa encerrou a sexta-feira passada com queda de 0,3%, mas registrou ganho de 4,04% na semana. O dólar fechou o pregão cotado a R$ 4,01.
 
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