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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de maio de 2019.
Dia do Apicultor.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 22/05 às 18h15min

Bolsas de Nova Iorque fecham em queda com techs reagindo à disputa EUA-China

O Nasdaq teve o pior desempenho com queda de 0,45%

O Nasdaq teve o pior desempenho com queda de 0,45%


TIMOTHY A. CLARY / AFP/JC
Estadão Conteúdo
Os mercados acionários nova-iorquinos fecharam em queda nesta quarta-feira (22), à medida em que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China se agrava. Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em baixa de 0,39%, em 25.776,61 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,28%, em 2.856,27 pontos. O índice eletrônico Nasdaq, por sua vez, perdeu 0,45%, em 7.750,84 pontos.
A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo ganhou mais um capítulo hoje, após a imprensa internacional repercutir a possibilidade de os EUA estarem considerando restringir o uso de tecnologia americana, como ocorreu com a Huawei, para até cinco outras empresas chinesas. Em nota, a Hikvision, uma das companhias que podem ser penalizadas, afirmou estar preocupada com o uso de sua própria tecnologia e que "leva a segurança cibernética muito a sério".
Ainda em solo americano, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que autoridades americanas trabalham há seis meses para um acordo comercial com o governo de Pequim, que avançava, mas ressaltou que as conversações agora estão em diferente estágio, pois "a China tomou grande passo para trás nas negociações." De acordo com Mnuchin, o presidente dos EUA, Donald Trump, quer livre-comércio.
"O presidente Trump e Xi Jinping devem se encontrar em junho", disse o secretário.
"Algumas semanas atrás, parecia que um acordo comercial era iminente. O mercado estava em um patamar perto de 3% maior do que o de hoje", disse o estrategista-chefe de investimentos da QMA, Ed Keon. "Eu penso que, se tivéssemos uma resolução, voltaríamos a esses níveis", afirmou. Keon também alerta, no entanto, que os riscos de um aprofundamento na guerra comercial sino-americana para o mercado acionário são graves.
No mundo corporativo, a Qualcomm viu seus papéis despencarem 10,86% após um juiz federal dos EUA determinar que a fabricante de chips violou a lei antitruste por suprimir ilegalmente a concorrência no mercado de chips de celulares.
Para o analista da Wedbush Securities, Dan Ives, não foi só isso que fez com que as ações da Qualcomm recuassem tanto. Para ele, o relaxamento do recente decreto americano que incluía a Huawei, gigante de telecomunicações chinesa, em uma espécie de "lista negra" prejudica a Qualcomm como principal revendedora da tecnologia 5G nos EUA.
O setor de tecnologia também sofreu perdas por conta da Apple, cujas ações caíram 2,05% depois de analistas do Goldman Sachs dizerem que os ganhos por ação da companhia devem diminuir 29% se seus produtos forem banidos na China em retaliação às sanções contra a Huawei.
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