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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 20/05 às 18h49min

Ibovespa corrige perdas e sobe 2,17% com melhora de humor com Previdência

Petrobras PN avançou 3,40%

Petrobras PN avançou 3,40%


SUAMY BEYDOUN /AGIF/FOLHAPRESS/JC
Estadão Conteúdo
O mercado brasileiro de ações dedicou o primeiro pregão da semana a promover ajustes nos preços das ações e, mesmo sem notícia concreta que justificasse uma melhora de humor, levou o Índice Bovespa a uma alta de 2,17%, aos 91.946,19 pontos. O avanço das ações no Brasil foi na contramão do desempenho negativo das bolsas de Nova Iorque, que recuaram em meio aos desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Em um ambiente doméstico de incerteza, volatilidade e especulação, acabou por prevalecer uma leitura mais esperançosa dos investidores sobre a reforma da Previdência.
A alta do Ibovespa foi considerada como essencialmente corretiva, mas surpreendeu diversos analistas pela sua magnitude, diante da ausência de fato concreto e da permanência do ambiente de incertezas. Segundo alguns profissionais do mercado de renda variável, pesaram positivamente especulações de que Executivo e Legislativo estariam adiantados nas tratativas para o texto da reforma da Previdência.
O relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), disse que está trabalhando em seu parecer a partir da proposta enviada pelo governo. Ele ressaltou que, mesmo que o relatório inclua um substitutivo ao texto da equipe econômica, o objetivo é estabelecer o diálogo com lideranças e com o governo para alcançar um texto capaz de garantir economia de ao menos R$ 1 trilhão em uma década. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse estar confiante no trabalho do relator.
"Vejo a alta do Ibovespa hoje como uma mera correção das perdas recentes, uma vez que o mercado não sabe exatamente o que está acontecendo no Brasil. O clima é de instabilidade na política e na economia. As declarações continuam controversas", disse Pedro Coelho Afonso, economista da PCA Capital.
Segundo Afonso, ainda ecoam negativamente nos mercados as declarações do texto compartilhado por Bolsonaro na semana passada, sinalizando impossibilidade de governar o País sem fazer conchavos. "O investidor estrangeiro não está acostumado com esse tipo de declaração vinda de um presidente. É algo que adiciona incerteza ao mercado, e o estrangeiro odeia incerteza", afirma.
Na análise por ações, o destaque ficou justamente com os papéis que melhor refletem o risco político - e também os que mais foram castigados na última semana. Banco do Brasil ON subiu 3,84%, depois de ter acumulado perda superior a 10% na semana passada. Petrobras PN avançou 3,40% e Eletrobras ON e PNB ganharam 4,57% e 3,38%, respectivamente.
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