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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 20/05 às 11h33min

Contrariando exterior, Ibovespa sobe mais que 1%, retomando 91 mil pontos

Estadão Conteúdo
Contrariando o sinal negativo do exterior, o Ibovespa abriu em alta na manhã desta segunda-feira (20), tentando dar mais um voto de confiança no avanço da reforma previdenciária. Em Nova Iorque, as bolsas cedem, em meio a novas preocupações a respeito da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Mais cedo em entrevista à Rádio Eldorado, o presidente da Comissão Especial da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), disse que o governo não tem condições de impor sua vontade à Casa. Conforme ele, o novo texto da reforma - que surgiu no fim de semana - acelerará o alcance dos votos necessários para aprovar a proposta. Acrescentou ainda que a reforma será tocada independentemente da relação entre o presidente e o Congresso.
O secretário Especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, minimizou a proposta de se alterar o texto da reforma, afirmando ser normal que modificações sejam feitas em projeto complexo como a Previdência. "Achamos que o texto que mandamos é o mais adequado". Segundo ele, a proposta prevê possibilidade de contribuição patronal na capitalização.
O impasse na reforma tem afugentado os investidores do exterior na Bolsa. Há pouco, em evento na capital paulista, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, disse que os estrangeiros têm interesse grande de vir para o País e, conforme ele, o Brasil pode estar diante de um ciclo longo de crescimento, mas é preciso haver articulação política para que isto funcione.
Dentre as poucas quedas do Ibovespa, destaque para as ações da Vale, que cedem em torno de 0,90%. Ontem, a mineradora iniciou obras para erguer um muro e tentar conter a lama da barragem da mineradora em Barão de Cocais (MG) caso a estrutura se rompa.
Mesmo com a queda em Nova Iorque, o Ibovespa, que chegou a atingir a mínima aos 89.822,25 pontos, subia acima de 1,00% (1,23%), às 11h13min, aos 91.097,47 pontos.
Conforme um operador, o avanço reflete principalmente uma tentativa de corrigir as ultimas perdas. "Por enquanto, é uma correção. O debate sobre a reforma está andando, mas muito lentamente", opina.
À tarde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, receberá o relator da Reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), para discutir o novo texto da reforma.
De acordo com Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM, houve uma expectativa muito grande em relação à reforma da Previdência, o que acabou por levar a Bolsa a atingir a marca histórica intraday dos 100 mil pontos em março. "A reforma é só um dos passos para destravar o País. Juntamente com esse projeto, deveriam ter feito outras medidas paralelamente. Errou em apostar tudo na reforma", avalia.
Hoje, mais uma série de reduções para a atividade foi feita na pesquisa Focus do Banco Central com o mercado financeiro. A mediana das expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 1,45% para 1,24%, sendo a 12ª semana consecutiva de diminuição. Já a projeção para a produção industrial de 2019 saiu de alta de 1,70% para 1,47%. A estimativa para a taxa Selic, por sua vez, cedeu de 7,5% para 7,25% este ano, e caiu de 8,00% para 7,50% em 2022. Para 2019, entretanto, prosseguiu em 6,5%.
O economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria Integrada, acrescenta que a carta anônima compartilhada pelo presidente Jair Bolsonaro nessa sexta-feira (17) ainda pode fazer eco, ao reiterar a rejeição do novo governo à política tradicional. Com isso, explica em nota, o Congresso cada vez mais busca assumir o protagonismo na agenda de reformas, mas o resultado desta equação ainda não é claro.
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