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Porto Alegre, sexta-feira, 17 de maio de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

17/05/2019 - 10h17min. Alterada em 17/05 às 12h59min

Dólar abre além de R$ 4 pelo 3º dia com cautela local e de olho em EUA e China

Estadão Conteúdo
O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (17) acima de R$ 4,00 pelo terceiro dia seguido. "Preocupação com a governabilidade e a reforma da Previdência pela falta de articulação política do governo Bolsonaro e a proximidade do fim do primeiro semestre sem que nada importante de fato tenha sido entregue. Falta comunicação saudável e discurso coeso no governo, sem isso, qual o interesse do investidor em trazer dinheiro para cá, não há", diz Italo Abucater, gerente de câmbio da Tullet Prebon Brasil.
Às 12h55min desta sexta, o dólar à vista subia 1,39%, a R$ 4,0913.
Abucater lembra que esta sexta é o famigerado 17 de maio. Nesse dia em 2018 começou a greve de caminhoneiros e o Copom decidiu pela manutenção da taxa Selic em 6,5% ao ano, em vez de corte da como o mercado projetava, e, em 17 de maio de 2017, o dono do frigorífico JBS, Wesley Batista, gravou o ex-presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha na Operação Lava Jato e entregou o áudio em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Agora, diz o profissional, a "cereja do bolo" são os três filhos de Jair Bolsonaro. "O presidente questiona a imprensa, diz que tudo é conspiração, sem colocar imparcialidade que um governante deve ter e gera desconforto e fuga do investidor", observa. Ele acrescenta que o ambiente externo está nervoso e não há atrativo de prêmio na Selic, não tem investimento direto e a economia está fraca com desemprego alto. "Não entregou (governo) nada para a segurança e há muito ruído familiar e político", afirma.
O operador Luis Felipe Laudísio dos Santos acrescenta que o dólar ante o real se valoriza em linha com a alta externa da moeda americana frente suas pares principais e a maioria das divisas de países emergentes exportadores de commodities, com a China endurecendo o discurso contra os EUA. Assim, devemos ter mais um dia difícil para o real e os investidores de certa forma aguardam alguma sinalização do Banco Central, que poderia ajudar a suavizar o movimento de alta.
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