Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 15 de maio de 2019.
Dia do Assistente Social.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Tecnologia

Edição impressa de 15/05/2019. Alterada em 15/05 às 03h00min

WhatsApp orienta a atualização do aplicativo

Software de espionagem obteve dados dos usuários da rede

Software de espionagem obteve dados dos usuários da rede


PATRÍCIA COMUNELLO /PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC

O WhatsApp divulgou ontem recomendações a usuários para que atualizem o aplicativo em seus smartphones. O motivo da orientação diz respeito a uma falha na segurança que teria permitido o acesso de hackers e a instalação de pequenos programas maliciosos (spywares) para coletar informações dos usuários.

A ação teria utilizado um software de espionagem semelhante aos desenvolvidos pela empresa israelense NSO Group, que comercializa soluções deste tipo junto a governos. Por meio do programa, os hackers teriam como acessar informações dos smartphones dos usuários de forma remota.

"O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem o nosso aplicativo para a versão mais recente, assim como manter o sistema operacional dos dispositivos atualizados, a fim de proteger contra possíveis ataques destinados a comprometer as informações armazenadas em dispositivos móveis", destacou a empresa.

Para atualizar o programa, a pessoa deve desinstalar o WhatsApp e baixar a última versão disponível na loja de aplicativos do seu smartphone (como a Play Store, do Google, ou a Apple Store, da empresa de mesmo nome).

A empresa orienta ainda os usuários a manterem os sistemas operacionais atualizados, pois a ação dos invasores pode se beneficiar dessa vulnerabilidade.

O WhatsApp é a maior rede social de troca de mensagens do mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários. No Brasil, o último número divulgado dava conta de uma base de cerca de 130 milhões de pessoas.

'Foi um susto e um horror ver alguém falar em meu nome', diz usuária que foi hackeada

A consultora de moda Claudia Romano conta ter passado um grande susto na semana passada ao ter sua conta de WhatsApp invadida. Era um dia corrido, em que ela trabalhava no lançamento de uma nova loja, recebendo muitas ligações e mensagens.

De uma mulher desconhecida, recebeu link com convite para se juntar a um grupo de maquiagem que ela estaria montando. Apressada, Claudia selecionou a mensagem do link e clicou em responder para perguntar quem era a interlocutora. A tela do telefone ficou escura.

Quando conseguiu usar o celular novamente, tentou então fechar o aplicativo do
WhatsApp e abrir outra vez. Foi informada que havia acabado de entrar com uma senha de acesso e só poderia pedir uma nova depois de seis horas.

Claudia entendeu o que isso significa poucos minutos depois. Recebeu em casa uma ligação do marido perguntando se havia algo errado. Ele tinha acabado de receber uma mensagem da esposa pedindo que depositasse dinheiro na conta de uma amiga que estaria com a mãe internada.

Logo outros amigos ligaram. Percebendo o potencial da confusão, ela pediu a seus filhos que avisassem os demais familiares para não acreditar em nenhuma mensagem que viesse dela.

"Meu filho mandou uma mensagem no grupo da família avisando que meu celular foi hackeado. Dois minutos depois, a pessoa que invadiu meu celular disse, se passando por mim, que já estava tudo resolvido."

Claudia buscou ajuda imediatamente em uma loja de sua operadora de celular. Recebeu a orientação de procurar o suporte do WhatsApp, que cancelou o acesso a sua conta.

Mesmo com o problema resolvido, a consultora preferiu não voltar a usar o número de celular antigo. Mandou mensagens para as pessoas conhecidas explicando o que aconteceu e colocou avisos em seus perfis nas redes sociais.

Em sua avaliação, seu erro foi ter agido precipitadamente ao responder a mensagem da desconhecida.

O WhatsApp não comentou o caso específico, mas lembrou que há uma página com informações de segurança na área de perguntas frequentes de seu site.

A empresa recomenda nunca compartilhar o código de verificação da conta, que a empresa manda por SMS para validar a identidade de um usuário.

A companhia recomenda avisar amigos e família no caso de a conta ser acessada por terceiros. Para recuperar uma conta roubada, a companhia recomenda acessar o aplicativo e solicitar um novo código de verificação de seis dígitos. Quando ele é inserido, a outra pessoa que está usando seu número é desconectada, explica a empresa.

O ataque sofrido por Claudia não tem ligação direta com a vulnerabilidade identificada pela empresa nesta semana e que levou a companhia a pedir que todos os usuários atualizem o aplicativo para a versão mais recente.

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia