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Jornal do Comércio

Economia

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14/05/2019 - 09h38min. Alterada em 15/05 às 13h45min

Lucro do Banrisul cresce e chega a R$ 320 milhões no 1° trimestre

Resultado do banco gaúcho é 31,1% maior do que em 2018

Resultado do banco gaúcho é 31,1% maior do que em 2018


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Guilherme Daroit
Quase um terço foi o crescimento do resultado do Banrisul no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018. Ao todo, de janeiro a março, o banco gaúcho lucrou R$ 320 milhões, contra R$ 244 milhões nos três primeiros meses do ano passado. O resultado operacional cresceu 9,6%, alcançando R$ 461,1 milhões, enquanto o pagamento de impostos, graças a mudanças na legislação, caiu 27%, para R$ 107,4 milhões.
A diferença nos impostos vem das alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, que estavam majoradas para 20% até o fim de 2018 e, neste ano, retornaram ao patamar de 15%.
Na intermediação financeira, o resultado cresceu 0,2%, alcançando R$ 1,06 bilhão. Os maiores ganhos vieram nos derivativos, que haviam dado prejuízo de R$ 70 milhões no primeiro trimestre de 2018 e, agora, geraram lucro de R$ 7,5 milhões, e nas operações de câmbio, que cresceram 132%, chegando a R$ 63,5 milhões. As receitas com operações de crédito cresceram quase 1%, chegando a R$ 1,606 bilhão. Ao todo, as receitas com intermediação cresceram 5,6%, alcançando R$ 2,264 bilhões. As receitas com tarifas e serviços bancários também cresceram 2%, chegando a R$ 490,7 milhões, representando 17% do faturamento do Banrisul.
Já na ponta das despesas com a intermediação financeira, o crescimento foi de 9,4%, chegando a R$ 1,204 bilhão. Os gastos com captação no mercado cresceram 10,7%, para R$ 809 milhões, mas, por outro lado, as provisões para créditos de liquidação duvidosa diminuíram 6,5%, limitando-se a R$ 285,4 milhões. Essa provisão é feita quando há atraso significativo nos pagamentos de empréstimos por parte dos clientes. A boa notícia é possível porque a inadimplência acima de 90 dias se manteve estável em relação a dezembro, na faixa dos 2,56%, muito abaixo dos 3,43% apurados em março de 2018.
Na carteira de crédito, o desempenho segue ruim na ponta das pessoas jurídicas. O total de operações com empresas ao fim de março chegava a R$ 6,063 bilhões, queda de 8,7% em relação a março de 2018 e de 2,6% em relação ao fim do ano passado. Na pessoa física, porém, onde o banco afirma ter focado em produtos consignados e no público universitário, a carteira em março totalizava R$ 19,3 bilhões, volume 18,1% maior do que há um ano, e 3,1% maior do que em dezembro de 2018. No total, a carteira do Banrisul alcançou R$ 34,3 bilhões em março, alta de 7,9% sobre o mesmo período do ano passado.
A participação do banco em subsidiárias também gerou mais lucro neste ano do que em 2018, chegando a R$ 11,2 milhões (+39,4%). O lucro líquido da Banrisul Cartões, por exemplo, que administra a rede de adquirência Vero e o Banricard, cresceu 11,7% em relação a março de 2018, alcançando R$ 65,7 milhões no primeiro trimestre de 2019.
O patrimônio líquido do banco finalizou março em R$ 7,369 bilhões, altas de 2,4% sobre março de 2018 e de 1,2% sobre dezembro passado. O total de ativos do Banrisul chega a R$ 77,8 bilhões. No período de janeiro a março de 2019, foram pagos juros sobre capital próprio e dividendos, líquidos de imposto de renda na fonte, no montante de R$120,5 milhões (o governo do Estado detém 49,9% do capital total do Banrisul).
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