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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

Edição impressa de 10/05/2019. Alterada em 09/05 às 21h52min

Setor de implementos cresce 45% até abril

Resultado obtido pelo segmento foi o melhor dos últimos cinco anos

Resultado obtido pelo segmento foi o melhor dos últimos cinco anos


/MARCOS NAGELSTEIN/ARQUIVO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
A indústria nacional de implementos rodoviários encerrou o primeiro quadrimestre deste ano com o melhor desempenho desde 2015. O mercado absorveu 35.589 unidades, em alta de 45% sobre o mesmo período de 2018, que já havia evoluído perto de 60% em relação aos quatro primeiros meses de 2017. O resultado, no entanto, é inferior ao quadrimestre de 2014 na ordem de 39%.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), Norberto Fabris, define o desempenho como bom alento para o setor, depois de vários anos seguidos de crise. Mas faz um alerta: "É importante termos os pés no chão, porque ainda estamos em pleno ambiente de recuperação".
Como vem ocorrendo nos últimos anos, o setor segue impulsionado pela linha pesada, que reúne reboques e semirreboques. Os emplacamentos somaram 19.524 mil unidades, incremento de 61%. Excetuando-se as famílias de tanques inox e alumínio, e baús frigoríficos, que apresentaram variações negativas, as demais cresceram. Em alguns casos, acima dos 100%, como baús carga geral e dolly.
A linha leve, de carrocerias sobre chassi, avançou 29% no quadrimestre, para 16.065 unidades. O baú lonado é o único modelo com saldo negativo, de 13%. Os demais cresceram, com destaque para as betoneiras, produto identificado fortemente com a construção civil. O avanço foi de 350%, para 126 unidades.
O presidente da Anfir salienta que, historicamente, a linha leve tem maior representatividade em volume, com relação entre 1,5 e dois produtos para cada um pesado. No quadrimestre, o segmento de rebocados participou com 54%. "Os volumes muito próximos mostra, claramente, que parte da economia ainda não está reagindo", observa. Para ele, sem crescimento forte e saudável da economia, não haverá a recuperação total das perdas registradas nos últimos quatro anos. Já as exportações seguem em queda. No primeiro trimestre foram embarcadas 305 unidades, recuo de 52%.
 

Resultados quadrimestrais em unidades

2019 - 35.589
2018 - 24.591
2017 - 15.428
2016 - 21.018
2015 - 30.499
 
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