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Jornal do Comércio

Economia

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Investimentos

06/05/2019 - 11h58min. Alterada em 06/05 às 11h58min

Jovem brasileiro é conservador na hora de investir, diz CNDL

Entre os entrevistados, de idades entre 18 e 24 anos, 52% guardam dinheiro

Entre os entrevistados, de idades entre 18 e 24 anos, 52% guardam dinheiro


LUIZA PRADO/JC
Estadão Conteúdo
O jovem brasileiro pode ser moderno nos costumes, mas é conservador na hora de investir. Sem educação financeira e cultura de investimento, a moçada que consegue guardar dinheiro se inspira pouco nas opções mais arrojadas disponíveis no mercado. Caderneta de poupança, conta corrente e até o colchão são os lugares preferidos por quem tem entre 18 e 24 anos e reserva parte do que ganha para o futuro.
Entre os entrevistados na pesquisa da Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), 52% guardam dinheiro. A proporção é maior principalmente entre homens, das classe A e B: chega a 67,5%.
A opção de investimento favorita dos jovens é a poupança, com a preferência de 52,8% dos entrevistados. Em termos de rentabilidade, o produto ficou em último lugar no ranking de investimentos de abril, com retorno de 4,55% ao ano.
A segunda forma preferida da moçada para guardar dinheiro é a própria casa, embaixo do colchão. É a opção de 24,6%, seguida pela conta corrente, mencionada por 20,2%. São escolhas que não protegem o dinheiro nem sequer da inflação, que em 12 meses está em 4,58%.
"Já guardei dinheiro em casa, para controlar melhor o quanto eu gastava", diz Sidnei Campos, de 21 anos. "No banco, ia gastando no cartão e perdi o controle." Estagiário de Direito, ele estourou o limite de R$ 2 mil que tinha no cartão de crédito no ano passado. "Sou o cara mais 'gastão' que conheço", diz.
Para a coordenadora do curso de Economia do Insper, Juliana Inhasz, a situação cria um passivo nacional para o curto prazo. "Os jovens não fazem ideia de como isso vai ter impacto em sua vida lá na frente, com taxas de juros maiores em financiamento, principalmente agora com a lei do cadastro positivo, que terá uma lembrança maior da vida financeira dos brasileiros", diz.
Assim como Samira Ferreira, que hoje tem dívidas por estudar em tempo integral que somam R$ 50 mil, a estudante Juliana da Paz também recorre a bicos para completar o orçamento e pagar o aluguel da casa que divide com quatro pessoas. "Gasto mais do que ganho e todo mês entro no cheque especial."
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