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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de abril de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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combustíveis

Alterada em 29/04 às 03h00min

Governo federal estuda pacote que prevê a redução do preço do gás à metade

O governo prepara um pacote de medidas que tem por objetivo reduzir o preço do gás natural pela metade, o que terá impacto na conta de luz do brasileiro e vai garantir a reindustrialização do País, afirmou na sexta-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes. A estratégia será acabar com o monopólio da Petrobras nos setores de transporte e distribuição, por meio de decisões infralegais, ou seja, que não dependem de lei, que serão anunciadas nos próximos 30 a 60 dias, segundo Guedes.
"A ideia é levar para as famílias brasileiras pela metade do preço. Reindustrializar o País com energia barata é muito atraente para nós", disse Guedes.
Ao lado de Guedes, o ex-presidente do Banco Central e economista da FGV Carlos Langoni, que há meses costura o plano "Novo Mercado do Gás Natural" transitando entre os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, classificou o processo de redução do preço do gás como "medida de uma simplicidade franciscana". As medidas estão sendo preparadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A expectativa é de que com a redução da atuação da Petrobras no transporte e na distribuição, outros atores passem a atuar no mercado e a concorrência traga a queda de preços. Com a venda de gasodutos, serão negociados novos contratos com as distribuidoras de gás dos estados, que teriam interesse em um acordo que fosse atrelado ao déficit fiscal. Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Sergipe serão os primeiros a negociar mudanças nessa área, segundo uma fonte.
O plano do governo é todo baseado na projeção de aumento da produção de gás natural no País, atualmente em torno dos 80 milhões de metros cúbicos diários, mas que vai mais que dobrar nos próximos anos com a evolução da exploração do pré-sal. A Petrobras hoje é responsável por 98% da produção. O restante é dividido entre Total (0,8%), Shell (0,4%), Chevron (0,2%) e outros (0,5%).
Em documento assinado por várias entidades que representam empresas que utilizam gás no País, a iniciativa do governo é aplaudida por indicar uma agenda para um ciclo de crescimento sustentado. "A reforma do setor de gás natural é parte dessa agenda, com enorme capacidade de atrair investimentos e gerar renda e empregos", afirma o documento.
 
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