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Porto Alegre, terça-feira, 23 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Transportes

Edição impressa de 23/04/2019. Alterada em 23/04 às 03h00min

Reunião com motoristas teve choro e reclamações

Autônomos convocaram uma nova paralisação para o dia 29 de abril

Autônomos convocaram uma nova paralisação para o dia 29 de abril


/NELSON ALMEIDA/AFP/JC

Lideranças de diversas regiões do País estiveram reunidas ontem por mais de três horas com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A intenção dos representantes era cobrar do governo o cumprimento da tabela de preço mínimo do frete, a fiscalização do dispositivo e também a adoção de um gatilho que atrele a alta do diesel ao piso do transporte.

O encontro dos caminhoneiros com o ministro da Infraestrutura foi regado a reclamações, ameaças e até choro. Os representantes cobraram do ministro a aplicação do piso mínimo do frete e uma solução para os constantes aumentos do diesel. Eles ouviram de Freitas que a variação do combustível não será mais problema quando os reajustes forem repassados de forma imediata para o piso, o que deve ocorrer em breve.

Na reunião, motoristas relataram ao ministro as dificuldades do dia a dia e os problemas financeiros decorrentes da falta de frete e dos "baixos valores pagos no mercado". Em determinado momento, um deles chegou a chorar ao dizer que não "estava cumprindo com suas obrigações em casa" por não conseguir pagar as contas em dia. E emendou: "Só quero dignidade para trabalhar".

Com Wallace Landim, o Chorão, fora da reunião, os representantes fizeram questão de dizer que o governo está negociando com as pessoas erradas. "Chorão não nos representa. Ele é motorista de van, não de caminhão", esbravejou um dos representantes.

Nas últimas semanas, houve um racha entre os caminhoneiros. Uma parte acredita que a única forma de o governo ouvir suas queixas é fazendo uma nova paralisação. Nesse caso, a data marcada é dia 29 de abril.

Do outro lado, estão aqueles que preferem aguardar mais um tempo e continuar negociando com o governo melhorias para os caminhoneiros. Por trás da decisão, está a delicada situação financeira dos motoristas que estão endividados e não podem deixar de faturar neste momento. Outra explicação é que os caminhoneiros não querem atrapalhar o início de governo de Jair Bolsonaro (a maioria votou nele para presidente). Uma greve atrasaria ainda mais a lenta recuperação econômica do País e prejudicaria ainda mais a categoria.

A briga entre os dois grupos de caminhoneiros tem provocado uma série de ameaças, inclusive de morte, por meio de áudios e conversas de WhatsApp.

O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não vê risco de uma nova greve geral de caminhoneiros. "Ele (o presidente) está confiante de que não haverá uma parada por parte dos caminhoneiros", disse.

Na semana passada, líderes dos caminhoneiros autônomos, insatisfeitos com o pacote anunciado pelo governo e com o aumento de 10 centavos no preço do diesel, agendaram a paralisação. "A expectativa do governo, que mantém diuturnamente canal de ligação aberto com a categoria, é de que não há motivos para essa paralisação."

A avaliação do governo é que o principal problema dos caminhoneiros é a falta de fretes, já que empresas começaram a montar a própria frota para burlar a exigência de pagar o preço mínimo do frete, uma das medidas adotadas pelo ex-presidente Michel Temer para colocar fim à greve de maio do ano passado.

Segundo o porta-voz, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) faz acompanhamento cerrado e análises de risco e há convicção do presidente do "espírito patriótico" dos caminhoneiros. "Com base nesse espírito patriótico que o presidente, somando-se ao acompanhamento realizado por outros órgãos do governo, entende que no momento as condições para estabelecimento dessa parada não se fazem presentes."

Petrobras muda divulgação do preço dos combustíveis

A Petrobras alterou a maneira de divulgar os ajustes de preços da gasolina e do diesel, passando a registrar o valor por cada ponto de venda e não mais fazendo a média do mercado, como vinha divulgando. Os valores informados consideram os preços à vista, sem encargos e sem tributos, praticados nas modalidades de venda padrão nos diversos locais de entrega.

Ao todo são 37 pontos de vendas espalhados por todo Brasil. O diesel comum é vendido em 35 desses pontos e o diesel S10, menos poluente, em apenas 30. A gasolina é vendida em 34 pontos.

O detalhamento do preço de venda da Petrobras é um antiga reivindicação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, o mercado poderá comparar os valores divulgados pela agência semanalmente com os da petroleira, para verificar se a estatal está realmente praticando preços alinhados com mercado internacional. Os valores nos pontos de venda podem ser consultados no site da Petrobras.

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