Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 18 de abril de 2019.
Dia Nacional do Livro Infantil.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

INDÚSTRIA

Edição impressa de 18/04/2019. Alterada em 18/04 às 03h00min

Empresários pedem urgência para reforma tributária

A Sondagem Industrial Especial do RS - Tributação, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta quarta-feira, mostra um consenso em relação à baixa qualidade do sistema tributário nacional. Dos 231 empresários ouvidos na pesquisa, 96,5% consideram que o número de tributos é ruim ou muito ruim, e 87,8% indicam que a elevada carga é o principal problema do sistema atual. Além disso, 95,5% avaliam negativamente a simplicidade do sistema.
"A Sondagem reforça a urgência de uma ampla reforma tributária no País. Simplificar e desonerar melhora o ambiente de negócios e abre caminho para as empresas investirem", observa o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. Mas os empresários gaúchos constatam também que as disfuncionalidades do formato atual não se resumem à elevada carga tributária, mas também a questões como o excessivo número de tributos, tributação em cascata (cobrança de tributos sobre tributos), tributação sobre a folha de pagamento e elevado custo de se pagar impostos no Brasil. "Os empresários sofrem com o número excessivo de tributos e com a complexidade do sistema", reforça Petry.
Outro ponto de preocupação se refere às atuais regras tributárias, que de acordo com 88,6% dos consultados no levantamento da Fiergs, trazem pouca segurança jurídica.
Em nível regional, 58% dos empresários ouvidos consideram que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) é o que mais prejudica sua competitividade. A insatisfação no Rio Grande do Sul, Estado onde as alíquotas permanecerão majoradas até o ano de 2020, é maior do que no resto do País (48,8%). Demonstram igualmente grande contrariedade com a guerra fiscal. Para a maioria, as alíquotas interestaduais deveriam ser uniformizadas e as legislações estaduais de impostos transformadas em uma só.
A Substituição Tributária, regime pelo qual o ICMS gerado na cadeia produtiva é recolhido antecipadamente pela indústria, é outra questão que desagrada. Para 97,6% dos empresários, ela é prejudicial à condução de seus negócios, principalmente por questões relativas à venda de mercadorias com Margem Valor Agregado superior à verificada no mercado, problema apontado por 81,9% dos respondentes, assim como o elevado custo financeiro provocado pelo comprometimento do fluxo de caixa, que impacta em 72% das indústrias.
As sondagens especiais são realizadas em conjunto com a Sondagem Industrial e a Sondagem da Indústria da Construção. Abordam variados temas de interesse da indústria.

Principais problemas do sistema tributário brasileiro

Tributação excessiva 87,8%
Tributação em cascata 52%
Tributação sobre a folha de pagamento 39,2%
Custo elevado para o recolhimento do produto 36,4% *
Cálculo por dentro dos tributos 25,3%
Tributação desigual entre empresas do mesmo setor 10,8%
Tributação desigual entre setores industriais 8,7%
*(cálculo, prazo para pagamento e obrigações acessórias)
Nota: Os empresários deveriam marcar os três quesitos mais prejudiciais. O percentual geral é a média ponderada dos portes, e o peso é o número de empregados
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia