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Indústria

- Publicada em 23h11min, 10/04/2019.

Desempenho da cerveja Bellavista surpreende

Venda da Bellavista ultrapassou 1 milhão de litros mensais, oito vezes maior do que o planejado pela Fruki

Venda da Bellavista ultrapassou 1 milhão de litros mensais, oito vezes maior do que o planejado pela Fruki


CLAITON DORNELLES /JC
Guiherme Daroit
Lançada com grande alarido no fim de 2018, após anos de especulações, a cerveja da Fruki chegou ao mercado com força que surpreendeu até a própria empresa de Lajeado. A afirmação é do presidente da Fruki, Nelson Eggers, que conta que o volume atual de vendas da Bellavista, que ultrapassa a casa de 1 milhão de litros mensais, é oito vezes maior do que o planejamento inicial da companhia. O sucesso trouxe implicações até na construção da nova fábrica da empresa, que não possui mais dimensão exata.
Lançada com grande alarido no fim de 2018, após anos de especulações, a cerveja da Fruki chegou ao mercado com força que surpreendeu até a própria empresa de Lajeado. A afirmação é do presidente da Fruki, Nelson Eggers, que conta que o volume atual de vendas da Bellavista, que ultrapassa a casa de 1 milhão de litros mensais, é oito vezes maior do que o planejamento inicial da companhia. O sucesso trouxe implicações até na construção da nova fábrica da empresa, que não possui mais dimensão exata.
"É muito difícil estabelecer um tamanho de indústria sem saber o quanto vamos vender", conta Eggers, que foi o convidado de ontem do Tá na Mesa, promovido pela Federasul. Segundo o empresário, o desenho dependerá do planejamento de vendas da Bellavista pelos próximos 10 anos, estudo que ainda está sendo feito, mas deve ficar entre 20 mil e 40 mil metros quadrados.
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Certo, até lá, é que a nova fábrica ficará localizada no terreno de 87 hectares adquirido pela empresa em Paverama, também no Vale do Taquari, e que produzirá ainda outros itens, como chás, sucos e bebidas funcionais. O investimento, segundo Eggers, será na casa dos três dígitos, mas dependerá da configuração que a planta terá. "Se não nos atrapalharem muito, a fábrica estará pronta em outubro de 2020", projeta o empresário. A planta atual de Lajeado, com capacidade de produção de 420 milhões de litros por ano, continuará operando.
Outra certeza é de que não será Eggers a cortar a faixa inaugural como presidente da companhia. Atuando na empresa nos últimos 54 dos 95 anos de vida da Fruki, Eggers transmitirá seu cargo à filha, Aline Eggers Bagatini, no fim deste mês de abril. O empresário lembra que, quando começou a trabalhar na empresa, a produção era tão pequena que "parecia que ia falir". Produzia refrigerante, carro-chefe até hoje, mas também outras bebidas, como vinho, vinagre e cachaça, produto do qual chegou a ser líder de mercado com a marca Tropeiro nos anos 1980. "Paramos de fazer cachaça mesmo sendo os maiores do Estado, em 1990, porque não me fazia bem", lembra Eggers.
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"Meu desejo era ser cervejeiro. Sempre me perguntavam da cerveja", revela Eggers
O grande salto, segundo o empresário, aconteceu no início da década de 2000, quando a Fruki deu início a um processo de profissionalização da administração, com apoio do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP). Ao mesmo tempo, foi lançada a Água da Pedra, marca de água mineral que hoje lidera o mercado gaúcho.
O último legado de Eggers, a Bellavista, é também o que mais alegra o empresário. "Meu desejo era ser cervejeiro. Sempre me perguntavam da cerveja, e esse era meu grande sonho", conta Eggers. Ao longo do tempo, o empresário chegou a registrar oito marcas que acreditava serem bons nomes para cervejas, mas que acabaram descartados em prol do Bellavista, que foi o nome original da Fruki. "A cerveja não nos dá lucro nenhum ao preço de hoje, mas queremos introduzir a marca até ter um bom mercado conquistado", projeta o empresário.
Hoje com cerca de 850 funcionários, a Fruki teve um faturamento de R$ 383 milhões em 2018, e projeta um crescimento de 15% para este ano. Mesmo de longe da cadeira da presidência, Eggers afirma que espera ver os produtos da empresa chegarem a outros estados - em especial, São Paulo. A primeira incursão fora do Rio Grande do Sul foi feita no ano passado, chegando a Santa Catarina. Eggers também garante que já registrou as marcas de todos os seus produtos na maior parte dos países da América do Sul. "Se registramos, é porque alguma intenção temos", brinca o empresário, sem estabelecer prazos.
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