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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de janeiro de 2020.
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Jornal do Comércio

Economia

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Política Monetária

Edição impressa de 09/04/2019. Alterada em 09/04 às 03h00min

Mercado reduz projeção de crescimento da economia pela sexta vez seguida

Instituições financeiras voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia neste ano e em 2020. A estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 1,98% para 1,97% em 2019. Foi a sexta redução consecutiva.
Instituições financeiras voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia neste ano e em 2020. A estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 1,98% para 1,97% em 2019. Foi a sexta redução consecutiva.
Para 2020, o cálculo para o crescimento do PIB recuou de 2,75% para 2,70% na terceira redução consecutiva. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.
Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Os dados foram divulgados ontem.
A estimativa da inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi ajustada de 3,89% para 3,90% neste ano. Para 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.
A meta de inflação deste ano, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.
Para o mercado, a Selic deve permanecer no mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.
Já a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020.
Os economistas alteraram a projeção para a balança comercial em 2019, de superávit comercial de US$ 50,25 bilhões para US$ 50,28 bilhões. Para 2020, a estimativa de superávit foi de US$ 46,65 bilhões para US$ 46,01 bilhões, ante US$ 48,94 bilhões de um mês antes.
Na estimativa mais recente do Banco Central, o saldo positivo de 2019 ficará em US$ 40 bilhões. Essa projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março. No caso da conta-corrente, a previsão no Focus para 2019 passou de déficit de US$ 26,25 bilhões para US$ 26 bilhões, ante o déficit de US$ 26,90 bilhões de um mês antes.
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