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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Edição impressa de 04/04/2019. Alterada em 04/04 às 03h00min

Queda de juros ganha força entre ex-diretores do Banco Central

Para Alexandre Schwartsman, corte pode ser de 0,5 a 1 ponto

Para Alexandre Schwartsman, corte pode ser de 0,5 a 1 ponto


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Diante da fraqueza da atividade econômica, o ex-diretor do Banco Central, Sergio Werlang, defendeu ontem a queda da taxa básica da economia, a Selic. "Obviamente deveria ser amanhã. Deveria fazer reunião extraordinária e baixar os juros. Cortou demais? Não tem problema, sobe. O pior é a economia não crescer", disse Werlang em evento organizado pelo Bradesco BBI.
Segundo ele, o corte deveria ser de, no mínimo, mais 1 ponto percentual, em duas quedas de 0,5 ponto. Ele citou o desemprego ainda elevado e a desaceleração do crescimento como indicativos de que a taxa Selic atual, em 6,5% ao ano, é um número alto.
Também ex-diretor do Banco Central, o economista Alexandre Schwartsman disse que não conta com novos cortes de juros em seu cenário básico, mas admitiu que não ficaria espantado se começasse a ver novas surpresas inflacionárias para baixo nos próximos meses- o que criaria chance de redução moderada de taxa de juros.
"Não é o cenário principal, que é de manutenção, mas há chance bastante razoável de acontecer um corte ao longo do segundo semestre, à medida que a gente olhe que não só a inflação de 2019, mas a de 2020 também começa a ficar abaixo das metas", afirmou.
Segundo Schwartsman, esse corte poderia ser de 0,5 ponto, 0,75 ponto ou até 1 ponto percentual. Para ele, o PIB deste ano deve ficar entre 1,5% e 2% - "mais para 1,5% do que 2%", disse.
Já José Julio Senna, também ex-diretor do Banco Central e hoje na MCM Consultores, disse que, com a perda de força no ritmo de melhora do desemprego, "dá muita vontade de dizer que os próximos passos do Banco Central serão de afrouxamento monetário". No entanto, afirmou Senna, incertezas em relação à agenda de ajustes econômicos e à reforma da Previdência impõem cautela, assim como a trajetória do dólar e seus efeitos sobre a inflação.
"Tendo a concluir que o Banco Central não vai fazer nada. Vai manter a Selic estável por algum tempo. Não estou vendo os próximos passos como sendo de frouxidão adicional da política monetária. Selic já caiu 8 pontos, logo 0,5 ponto percentual não vai fazer diferença", disse o especialista em política monetária.
Para Senna, juros mais baixos não necessariamente estimulam a atividade econômica, e o exemplo da economia americana, disse ele, é claro nesse sentido. "Os economistas têm muita dificuldade de entender os verdadeiros entraves para o crescimento da nação. Não é só confiança que falta. Tem entraves muito mais objetivos ao nosso crescimento", disse.
Os economistas também criticaram a ideia do Banco Central de fazer do real uma moeda conversível internacionalmente. "Faz tempo que não ouço falar. Pode querer ter moeda reversível mas, no fim das contas, não é decisão do país. Quem vai usar o real para pagamentos internacionais? Conversível, conversível, com contas em reais nos bancos no mundo afora, isso não vai acontecer não na minha vida e juro para vocês que planejo viver muito tempo", disse.
 

Índice de Commodities do Banco Central sobe 2,57%

O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) subiu 2,57% em março ante fevereiro. O indicador passou de 187,38 pontos para 192,19 pontos. Para efeito de comparação, o BC também divulga em seu documento o indicador internacional de commodities, o CRB, que avançou 4,72% na mesma relação mensal.

A alta do IC-Br na margem em março foi resultado direto do avanço dos três segmentos que compõem o indicador: agropecuária ( 1,19%), metal ( 4,06%) e energia ( 5,61%).

Em agropecuária estão incluídos itens como carne de boi, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco. Já o segmento de metal reúne alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel. Por sua vez, em energia estão inclusos os preços de gás natural, carvão e petróleo.

No acumulado do ano, o IC-Br exibe retração de 0,80%, com Agropecuária em baixa de 2,43%, Metal com avanço de 4,86% e Energia com queda de 0,31%. O CRB no período subiu 0,19%. Em 12 meses até março, o indicador mostra elevação de 13,66%, com agropecuária em alta de 14,89%, metal com avanço de 10,21% e energia com aumento de 14,57%.

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