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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Edição impressa de 29/03/2019. Alterada em 29/03 às 03h00min

Trégua na crise política dá alívio ao investidor e impulsiona o mercado

A promessa de reconciliação entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia deu impulso para uma alta expressiva do Índice Bovespa nesta quinta-feira (28), corrigindo parte das perdas dos últimos dias. Depois de uma abertura levemente negativa, o índice assumiu movimento progressivo de valorização e terminou o pregão aos 94.388 pontos, em alta de 2,70%. Os negócios somaram R$ 17,436 bilhões.
Na avaliação de analistas, a bandeira branca acenada entre Executivo e Legislativo trouxe algum alívio na percepção de crise política, mas está longe de reativar no mercado o otimismo que havia levado o Ibovespa a testar os 100 mil pontos. Por isso, a alta foi considerada essencialmente técnica, com investidores em busca de oportunidades de compra para ganhos de curto prazo.
As altas das ações foram generalizadas no Ibovespa, que nos melhores momentos do dia chegou a subir 3,21%. Dos 65 papéis que compõem a carteira teórica, somente três fecharam em baixa. Os ganhos mais representativos ficaram com as blue chips do setor financeiro, tendo entre os destaques Bradesco PN ( 5,08%) e Itaú Unibanco PN ( 3,96%). Papéis do "Kit Brasil" também se sobressaíram: Banco do Brasil ON subiu 3,49%, Eletrobras ON avançou 7,13% e Petrobras PN teve ganho de 2,63%.
O dólar começou a quinta-feira superando o patamar de R$ 4,00 no mercado à vista, sinalizando que o dia poderia ser tenso novamente no mercado de câmbio. Mas o arrefecimento dos ânimos entre Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o mercado externo mais calmo ajudaram a acalmar o nervosismo no mercado e os investidores aproveitaram para fazer um movimento de ajuste após as fortes altas da véspera, desfazendo posições compradas. Além disso, o Banco Central injetou US$ 1 bilhão no mercado. Na parte da tarde, a expectativa pelo anúncio do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ajudou a ampliar o ritmo de queda do dólar. O escolhido foi o delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Com isso, a moeda americana fechou em queda de 0,96%, a R$ 3,9165.
O real foi a moeda que mais ganhou valor nesta quinta-feira perante o dólar em uma lista de 33 divisas. Nos últimos dois dias, ao contrário, o real havia sido uma das divisas mais enfraquecidas.
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