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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de março de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Sistema financeiro

Edição impressa de 28/03/2019. Alterada em 28/03 às 03h00min

Lucro líquido do Bndes cresce 8,5% e atinge R$ 6,711 bilhões em 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) registrou lucro líquido de R$ 6,711 bilhões em 2018, valor 8,5% superior ao observado em comparação ao ano anterior. No balanço divulgado ontem, o banco explica que o resultado melhorou na comparação com o ano passado "principalmente pelo resultado com participações societárias, impactado positivamente por acréscimo dos ganhos com alienação de investimentos, maior volume de receita com dividendos e juros sobre capital próprio e reversão de perdas por impairment".
Sobre os ganhos com a venda de investimentos, o presidente do Bndes, Joaquim Levy, comentou durante apresentação dos números, que o banco lucrou R$ 2,254 bilhões com a venda das ações da Petrobras no ano passado. Houve, ainda, ganho de R$ 2,619 bilhões com a negociação de ações da Vale que estavam na carteira do banco.
Ao explicar o aumento do lucro, o balanço anual também cita que houve "leve redução de despesas com provisão para risco de crédito no ano; a despeito da redução do produto de intermediação financeira e do aumento das despesas com tributos sobre o lucro no exercício".
Levy sinalizou que a instituição de fomento devolverá de forma antecipada ao Tesouro Nacional uma parcela de sua dívida com a União de valor "alinhado em espírito com a expectativa do governo".
Ele evitou falar em valores ou prazo para devolver os recursos. Conforme reestruturação firmada em julho do ano passado, o Bndes devolveria R$ 26 bilhões este ano, mas o Ministério da Economia pediu para elevar o valor para R$ 126 bilhões. Questionado sobre quanto o Bndes poderia devolver de fato, Levy disse apenas que os números estão sendo estudados.
Ao comentar os dados das demonstrações financeiras, Levy apontou para a queda no passivo em 2018. E disse que acreditava que a queda em 2019 seria significativa. "Acredito que será significativa, alinhada em espírito com a expectativa do governo", afirmou. "Estamos nos preparando para fazer retorno dos recursos para o Tesouro de maneira ordenada", completou.
Segundo Levy, a ideia é que os valores devolvidos sejam compatíveis com o retorno dos empréstimos concedidos com os recursos aportados pelo Tesouro. "É essa compatibilização que estamos terminando de fazer para apresentar uma estratégia ao TCU (Tribunal de Contas da União)", afirmou. "Os números que estão sendo falados são compatíveis", completou.
O executivo garantiu que a devolução viria ainda este ano, mas não citou datas. Questionado sobre as perspectivas de valores para os desembolsos de 2019, ele afirmou apenas que o Bndes fará uma divulgação, em breve, sobre isso, incluindo os dados de devoluções.
Levy afirmou que os empréstimos do banco para obras no exterior fizeram parte de uma política de governo, respondendo às prioridades da época. "Os empréstimos foram uma política de governo em certo momento. Responderam às prioridades de governo naquela época", afirmou o presidente da instituição.
 
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