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Porto Alegre, sexta-feira, 15 de março de 2019.
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aviação

Alterada em 15/03 às 09h00min

Boeing suspende entregas do 737 Max, mas produção continua

Aeronave está proibida de voar na maioria dos países, após um acidente da Ethiopian Airlines no domingo

Aeronave está proibida de voar na maioria dos países, após um acidente da Ethiopian Airlines no domingo


Michael Tewelde/AFP/JC
Estadão Conteúdo
A Boeing suspendeu ontem as entregas de seu modelo mais vendido, o 737 Max. A aeronave está proibida de voar na maioria dos países, após um acidente da Ethiopian Airlines no domingo (10), que matou as 157 pessoas a bordo. Foi o segundo acidente com o modelo em cinco meses.
Desde segunda-feira, a fabricante perdeu US$ 27 bilhões em valor de mercado. Companhias aéreas, especialistas da indústria aeronáutica e financistas disseram que, embora a proibição teoricamente não impeça algumas entregas domésticas, a maioria das companhias aéreas evitará que uma aeronave banida esteja em atividade após dois acidentes em cinco meses.
Apesar do congelamento da entrega, a Boeing continuará produzindo os 737 e planeja acelerar a produção novamente me junho. A companhia fabrica 52 aeronaves por mês e sua versão mais recente, a Max, representa a maior parte da produção. A Boeing se recusou a divulgar números exatos.
A companhia planejava aumentar a produção para 57 aviões por mês. A Boeing tem 4.636 encomendas desse tipo de aeronave.
"Continuaremos construindo os 737 Max, enquanto avaliamos como a situação, incluindo as potenciais limitações de capacidade, terá impacto em nosso sistema produtivo", afirmou Chaz Bickers, porta-voz da empresa.
Os fabricantes evitam parar e, em seguida, retomar a produção, pois isso perturba as cadeias de suprimento e pode causar problemas industriais. Mas manter aviões armazenados aumenta gastos com estoque.
Cada mês em solo poderia custar à Boeing cerca de US$ 1,8 bilhão a 2,5 bilhões em receita, segundo estimativas de analistas, embora isso possa ser recuperado assim que a proibição for suspensa.
A decisão de suspender a entrega aconteceu um dia depois do presidente dos EUA, Donald Trump, suspender todos os voos do modelo no espaço aéreo norte-americano, seguindo a decisão de outros 50 países. No Brasil, a Gol havia antecipado a determinação e suspendido os voos.
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