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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de março de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 08/03/2019. Alterada em 07/03 às 22h41min

Produtores de fumo chegam a acordo com duas indústrias

Para Benício Werner, presidente da Afubra, desfecho foi positivo

Para Benício Werner, presidente da Afubra, desfecho foi positivo


/JONATHAN HECKLER/arquivo/JC
Guilherme Daroit

Após três meses e diversas rodadas de negociação, as entidades dos produtores de fumo chegaram nessa quinta-feira a um acordo sobre o reajuste no preço de venda da safra 2018/19 com duas fumageiras. Com a Souza Cruz, o reajuste aplicado será de 3,5%, enquanto com a JTI será de 4,5%. Apenas a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag) foi contra a assinatura dos protocolos. Não houve acerto com a Philip Morris, a terceira indústria a participar da nova rodada.

Na avaliação do presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, o desfecho foi positivo. Segundo ele, o acerto com a JTI foi feito acima do aumento no custo de produção apurado, de 3,8%. Já com a Souza Cruz, mesmo com uma oferta menor por parte da empresa, o reajuste ainda permitiria lucratividade aos produtores. "Não era o percentual desejado, mas, no todo, pela produtividade dos produtores ligados à Souza Cruz, que é maior do que as demais, esse produtor continua tendo lucratividade. Por isso entendemos de assinar", defende Werner.

A Fetag, entretanto, foi contra a assinatura por entender que não houve avanço por parte das empresas em relação às outras rodadas de negociação, realizadas em dezembro e janeiro. "Como não houve avanço, entendemos que deveríamos ser coerentes com as rodadas anteriores, quando não concordamos com as ofertas", comenta o vice-presidente da Fetag, Nestor Bonfanti, que critica o que chama de 'comunicado' das empresas. "Na verdade, não houve negociação. Desde o início, (as empresas) chegaram e apresentaram um percentual e não abriram mão disso. Para nós isso é só um comunicado", reclama Bonfanti.

Já com a Philip Morris, a comissão representativa dos fumicultores não fechou acordo por dois motivos principais. Um deles foi o percentual oferecido pela empresa, de 2,1%, abaixo do aumento apurado pelas entidades no custo de produção dos agricultores ligados à empresa, de 5,2%. O outro, segundo o presidente da Afubra, é que as entidades não abrem mão de que a remuneração dos agricultores familiares, que correspondem a cerca de 90% da mão de obra do setor, seja pelo menos a mesma dos contratados.

"O produtor tem que receber no mínimo igual à mão de obra, e as outras empresas aceitam isso, sempre foi assim. Esse foi um grande empecilho", comenta Werner, alegando que a oferta da Philip Morris remunerava menos o produtor proprietário do que o diarista.

Apenas as três empresas produtoras de cigarros foram chamadas à rodada. Quanto às outras fumageiras, com exceção da CTA, não há expectativa de acerto por terem ofertado percentuais muito abaixo do custo de produção apurado. A data avançada, com boa parte do tabaco já comercializado, também joga contra a possibilidade de novos acordos. A recomendação aos produtores das empresas sem acerto é de que acompanhem a comercialização e reclamem às entidades caso ocorra algum tipo de problema quanto à remuneração ou à classificação do fumo.

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