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Porto Alegre, sexta-feira, 01 de março de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Edição impressa de 01/03/2019. Alterada em 28/02 às 23h19min

Rio Grande do Sul fica em 3º no saldo de empregos

Vacaria despontou na abertura de vagas devido à demanda de trabalhadores para a colheita de maçã

Vacaria despontou na abertura de vagas devido à demanda de trabalhadores para a colheita de maçã


ANDR/ARQUIVO/JC
Patrícia Comunello
O Rio Grande do Sul foi o terceiro estado no saldo de geração de empregos formais no Brasil em janeiro. O resultado ficou positivo em 12.431 postos, indicando mais admissões que demissões, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da agora Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, divulgados nessa quinta-feira.
À frente do mercado gaúcho, ficaram Santa Catarina, que liderou com saldo de 20.157 empregos, e São Paulo, com 14.638 vagas. O País registou saldo de 34.313 vagas na diferença entre quem foi admitido e quem foi demitido. Foi o segundo melhor mês da série sem ajuste sazonal desde 2013. Nos anos de 2015, 2016 e 2017, o saldo foi negativo, em meio ao período de agravamento da crise econômica e recessão. O maior saldo em seis anos foi o de janeiro de 2018, de 77.822 postos com carteira assinada. Com isso, o desempenho na geração de novos postos frente a dispensas caiu 56% em um ano.
No Estado, o recuo foi de 30,5% em relação ao saldo do mesmo mês do ano passado, que registrou 17.769 postos na diferença entre demissões e admissões. O melhor janeiro em seis anos nas empresas gaúchas foi o de 2013, que somou 18.789 vagas no saldo do fluxo de entradas e saídas. O setor agropecuário apresentou o melhor desempenho, com saldo de 6,7 mil postos no total - fatia de 7,86%, impactado pelas contratações sazonais de safristas.
A cidade de Vacaria, na serra gaúcha e produtora de maçã, teve saldo de 5,2 mil empregos, liderando o movimento no mercado em janeiro. Mas em 12 meses o município sofre por não ter fontes mais perenes de geração de trabalho, pois acumula saldo negativo de 1,6 mil postos. 
Na segunda colocação no fluxo de empregos, figurou a indústria de transformação, com 5,98 mil empregos a mais no estoque, resultado da admissão de 25,3 mil trabalhadores e demissão de 19,3 mil. Serviços ficaram em terceiro lugar, com saldo de 1,4 mil vagas, e construção civil fechou ainda positivo, com 594 postos. Comércio ostentou o pior resultado, com saldo negativo de 2,2 mil postos com carteira.  
Em 12 meses, serviços estão à frente, com 17.524 postos, seguido por 440 da construção e 344 do comércio. Já a agropecuária é a que mais em baixa, com mais 2,1 mil demissões a mais que as admissões, seguida por estoque negativo de 771 vagas da indústria. No mesmo período, o Rio Grande do Sul teve saldo positivo de 14.560 vagas.
Segundo polo metalmecânico do Estado, Caxias do Sul liderou os números, com saldo de 1,1 mil vagas entre 5.981 admissões e 4.819 demissões em janeiro. Em 12 meses, a cidade da serra, onde estão companhias líderes em seus segmentos, como Marcopolo e Randon, é campeã em gerar novos postos, com saldo de 4.896 postos formais, um terço do estoque geral do Estado em 12 meses. Porto Alegre somou déficit de 1,5 mil postos no primeiro mês do ano. No saldo de 12 meses, cidades industriais como Novo Hamburgo e Canoas registram quadro negativo, com saldo acumulado de 1,5 mil e 1,1 mil vagas respectivamente. 
JC
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