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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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indústria

Edição impressa de 26/02/2019. Alterada em 25/02 às 01h00min

Lideranças escolherão novo presidente da CNI

Os 27 dirigentes de federações estaduais da indústria se reúnem na próxima quinta-feira em Brasília para decidir quem substituirá Robson Andrade no comando da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O favorito para assumir a tarefa é o presidente da Fieg (Goiás), Paulo Afonso Ferreira.
Alvo de operação da Polícia Federal (PF), que investiga suposto desvio de recursos do Sistema S em Pernambuco, Andrade foi afastado da presidência da CNI por decisão da Justiça por 90 dias. O presidente da CNI chegou a ser detido na última terça-feira, mas foi liberado após prestar depoimento ao juiz César Arthur Cavalcanti de Carvalho, da 4ª Vara Federal de Pernambuco, que analisa o caso. Os dirigentes da indústria querem afastar Andrade administrativamente como forma de estancar possíveis desdobramentos da operação da Polícia Federal na CNI.
Ferreira já teria conquistado a adesão de lideranças do Centro-Oeste e do Nordeste e tem o apoio do próprio Andrade para assumir, além de partidos políticos como o MDB e o PP. Ele disputa a vaga com Paulo Skaf, da Fiesp (São Paulo), que é um nome forte e sempre almejou liderar toda a indústria, e com Glauco Côrte. Ex-presidente da federação de Santa Catarina, ele é o mais velho entre os cinco vice-presidentes-executivos e, por isso, poderia ser a escolha mais consensual.
O estatuto da CNI não prevê casos como o atual, em que o presidente foi afastado pela Justiça e não se sabe se poderá voltar a assumir. As possibilidades previstas no regimento são de afastamento temporário ou de vacância do cargo.
O primeiro caso foi descartado pelos demais representantes da indústria porque Andrade foi afastado contra a sua vontade e poderia voltar a ser preso. Assim, a solução encontrada foi convocar uma assembleia extraordinária, com a participação dos presidentes das 27 federações industriais, para fazer uma eleição e decidir quem, entre os quatro vices, poderia ocupar o cargo de Andrade - o quinto, o presidente da Fiepe (Pernambuco), Francisco de Assis Benevides Gadelha, também foi preso na operação da PF.
Na assembleia da próxima quinta-feira, os representantes da indústria também deverão bater o martelo sobre o tempo de permanência do substituto de Andrade no cargo. A tendência é que se opte por um mandato curto, coincidente com o afastamento judicial de 90 dias.
Caso daqui a três meses o afastamento de Andrade seja definitivo, será declarada a vacância do cargo. Com isso, uma nova eleição deverá ser convocada, para cobrir o restante do mandato de Andrade na CNI, válido até 2022.
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