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Porto Alegre, sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Edição impressa de 15/02/2019. Alterada em 14/02 às 01h00min

Lucro do Banco do Brasil cresce 22,2% em 2018

Inadimplência recuou para 2,53% em dezembro, segundo o BB

Inadimplência recuou para 2,53% em dezembro, segundo o BB


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC

O Banco do Brasil (BB) informou que seu lucro ajustado (que exclui itens extraordinários) cresceu 22,2% em 2018, para R$ 13,513 bilhões. O BB encerrou nesta quinta-feira a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País.

No último trimestre do ano passado, o resultado foi de R$ 3,8 bilhões, valor 20,6% maior se comparado ao quarto trimestre de 2017 e 13% superior ao período imediatamente anterior.

"A especialização do atendimento e o avanço da estratégia digital influenciaram o desempenho positivo das rendas de tarifas, qualidade do crédito e controle das despesas administrativas", informou o banco.

A carteira de crédito ampliada do BB cresceu 1,8% em 12 meses, finalizando o ano a R$ 697,3 bilhões. O segmento carteira de crédito ampliada pessoa jurídica cresceu 0,7% em relação ao trimestre anterior. O banco destacou a carteira de micro e pequenas empresas, que voltou a crescer após 15 trimestres consecutivos de queda, alcançando R$ 39,5 bilhões - alta de 1,2% sobre setembro.

"A estratégia para MPE é de crescer principalmente nas linhas de capital de giro e recebíveis, com prazos mais curtos e adesão de garantias", informou.

Já o segmento de pessoa física cresceu 7,6% em 12 meses, puxada pelo crédito consignado (alta de 8,7%) e pelo financiamento imobiliário (crescimento de 13,7%). A inadimplência recuou para 2,53% em dezembro passado.

Em termos percentuais, o BB só não superou o crescimento do Santander, de 24,6%. O Bradesco lucrou 13% mais no ano passado e o Itaú, 3,43%.

O lucro líquido do Itaú Unibanco somou R$ 25,7 bilhões em 2018, alta de 3,43% na comparação com 2017. No quarto trimestre, o resultado do banco foi de R$ 6,48 bilhões. A receita total do Itaú, medida pelo produto bancário, somou R$ 111,8 bilhões no ano passado, alta de 2,3% na comparação com 2017. Considerando apenas a receita com crédito, o faturamento foi de R$ 63,6 bilhões.

O Bradesco teve um aumento de 13,4% em seu lucro líquido recorrente em 2018, para R$ 21,564 bilhões, contra R$ 19,024 bilhões no ano anterior. O lucro líquido contábil saltou 30%, de R$ 14,7 para R$ 19,1 bilhões.

No quarto trimestre, o ganho desconsiderados efeitos extraordinários foi de R$ 5,83 bilhões, 19,9% maior que o obtido no mesmo período do ano anterior.

O lucro líquido do Santander cresceu 24,6% em um ano e alcançou R$ 12,4 bilhões em 2018. A margem financeira somou R$ 42 bilhões em 2018, expansão de 12,5% em 12 meses.

Banco seria mais eficiente se fosse privatizado, diz Novaes

O Banco do Brasil seria mais eficiente se fosse privatizado e todos os funcionários ganhariam com isso, afirmou o novo presidente da instituição, Rubem Novaes, nesta quinta-feira. "Mas essa não é a política do governo, essa é uma posição pessoal. Espero que um dia se chegue a essa conclusão, mas acho que o país ainda não está preparado para essa ideia", afirmou.

"Se o banco fosse privado, teria um resultado melhor do que tem hoje", acrescentou Novaes.

"Temos essa ambição [de dar um retorno similar ao de instituições privadas]. O banco público sempre tem alguns entraves, não temos a mesma liberdade que os bancos privados para tomar certas decisões."

O BB reportou um lucro líquido ajustado (livre de efeitos extraordinários) de R$ 13,5 bilhões, uma alta de 22% em relação ao ano anterior.

Questionado se a instituição passou por uma "petização" ao longo dos governos do PT (Partido dos Trabalhadores), Novaes disse que "se houve esse movimento, foi no passado já remoto".

"Do grupo que encontrei hoje no banco, percebi um foco totalmente profissional da equipe. Pude notar que o ideal para nós seria manter a equipe quase intacta", disse.

Novaes afirmou que o banco estuda parcerias e abertura de capital para aquelas atividades que guardam sinergia com o negócio principal do banco, como as áreas de asset, banco de investimentos, meios de pagamento e seguridade.

Demais negócios que não apresentem essa dependência da rede do BB são passíveis de desinvestimentos. Mas o presidente do banco destacou que "não vamos fazer venda a qualquer preço".

"A pior coisa é ter pressa para vender alguma coisa, porque vai desvalorizar seu ativo."

Segundo o presidente da instituição, ainda não há um cálculo de quanto poderia ser embolsado com esses desinvestimentos, nem quais seriam eles. Mas ele indicou que o argentino Banco da Patagonia, do qual o BB detém cerca de 80%, "não tem sinergia com o banco".

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