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Porto Alegre, sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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energia

Edição impressa de 15/02/2019. Alterada em 14/02 às 01h00min

Consumo de energia crescerá 2,2% ao ano até 2040

Segundo o Grupo BP, gás ganhará espaço na matriz energética global

Segundo o Grupo BP, gás ganhará espaço na matriz energética global


/AGÊNCIA PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
O consumo total de energia no Brasil deverá crescer 2,2% ao ano até 2040, acima da média global de 1,2% ao ano, conforme estimativas do Grupo BP. Segundo a empresa, o consumo de energia primária entre 2017 e 2040 saltará de 294 milhões para 485 milhões de toneladas equivalente de petróleo, avanço de 65%. Conforme os números do grupo, as áreas cujo consumo crescerá mais ano a ano serão energia nuclear (4,5%), renováveis (4,5%) e gás (3,4%).
Nas energias renováveis (não considerando as hidrelétricas), o consumo entre 2017 e 2040 sairá de 41 milhões para 112 milhões de Toneladas Equivalentes de Petróleo (TEP), salto de 173%. Já o de gás deverá ir de 38 TEP para 82 TEP, crescimento de 114%. As nucleares passarão de 4 para 10 TEP em igual período.
A mudança vai levar para uma mudança significativa na participação das fontes energéticas na matriz total. A participação do petróleo no consumo total deverá cair de 40%, em 2017, para 34% em 2040. Já o gás subirá de 11% para 15%, e as renováveis, de 14% para 23%.
O consumo de energia com origem nas hidrelétricas também deverá saltar de 84 TEP para 112 TEP. A participação, entretanto, cairá de 28% para 23% entre 2017 e 2040 - em nível equivalente às renováveis.
Já o consumo de energia elétrica crescerá 2,8% ao ano no período, com consumo total 89% maior em 2040 ante 2017. A utilização de energias renováveis (incluindo biocombustíveis e excluindo hidrelétricas) global deverá aumentar 381% entre 2017 e 2040. A participação total do modelo energético deverá saltar de 4% para 15% do consumo global.
O gás ganhará espaço na matriz energética global (23% de participação, em 2017, para 26% em 2040) e ocupará parte do espaço do carvão, cuja participação deverá cair de 28%, em 2018, para 20% em 2040.
A indústria apresentará um salto de 50% no consumo, de 114 TEP, em 2017, para 172 TEP em 2040, figurando, ainda, como a principal consumidora, com 35% de participação (ante 39% em 2017). Em seguida, virá o uso para o transporte, que crescerá 62% até 2040, com participação de 31%.
 
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