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Porto Alegre, terça-feira, 12 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Alterada em 12/02 às 10h41min

Produção de grãos deverá crescer 2,8% e ser de 234,1 milhões de toneladas, diz Conab

Em relação ao quarto levantamento de safra divulgado em janeiro houve recuo de 1,34%

Em relação ao quarto levantamento de safra divulgado em janeiro houve recuo de 1,34%


MARCO QUINTANA/JC
Estadão Conteúdo
A produção de grãos na safra 2018/19 deve alcançar 234,1 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 2,8%, ou 6,5 milhões de toneladas, em relação à safra passada, que foi de 227,75 milhões de toneladas. Os números fazem parte do quinto levantamento de safra de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (12).
Em relação ao quarto levantamento de safra da companhia, divulgado em janeiro, houve, porém, recuo de 1,34%, motivado por adversidades climáticas em regiões produtoras, sobretudo altas temperaturas e falta ou ocorrência de chuvas pontuais.
A área plantada está prevista em 62,6 milhões de hectares, um aumento de 1,5% em relação à safra 2017/18. Quando comparada ao quarto levantamento da Conab, de janeiro, que previa área de 62,5 milhões de hectares, essa estimativa avançou pouco, apenas 0,16%.
Segundo a Conab, o grau de eficiência produtiva média do País deve passar dos 3.692 para 3.738 kg/ha - avanço de 1,24%. Entretanto, a principal lavoura do País, a soja, além do milho primeira safra, o arroz e o feijão devem ter produtividade menor em relação a 2017/18.
No caso da soja, a safra 2018/19 deve recuar 3,3%, para 115,3 milhões de toneladas, mesmo com aumento de 1,9% na área plantada. "O fator responsável é a redução da produtividade, ocasionada por adversidades climáticas em alguns Estados", justifica a Conab. O levantamento de safra anterior, divulgado em janeiro deste ano, previa colheita de 118,8 milhões de toneladas.
Para o milho verão, a produção também deve cair em relação a 2017/18 (que produziu 26,81 milhões de toneladas), para 26,5 milhões de toneladas e área cultivada 1,2% menor. "Mas, se acrescida da segunda safra (safra de inverno), a produção total poderá alcançar 91,7 milhões de toneladas, 13,6% a mais que em 2017/18", diz a Conab. No quarto levantamento, de janeiro deste ano, a Conab previa colheita de 27,46 milhões de toneladas de milho verão e de 63,73 milhões de toneladas de milho segunda safra. A safra total era prevista, em janeiro, em 91,2 milhões de toneladas.
O arroz, com concentração maior no Sul do País, apresentou no levantamento desta terça um porcentual de 11,3% de perdas frente à safra anterior, ficando em 10,7 milhões de toneladas. O feijão primeira safra sofreu igualmente, com registro de 10,6% a menos, refletindo numa produção de 1 milhão de toneladas.
Segundo a Conab, o maior destaque positivo do estudo continua sendo o algodão, que registrou grande concentração de plantio no mês passado, em função do bom desempenho das cotações da pluma. Se no quarto levantamento de safra a companhia estimava crescimento superior a 25,3% na área, na atual estimativa, este porcentual subiu mais, para 33% relação a 2017/18.
Quanto à produção, a Conab avaliou que o País deve colher 27,9% mais algodão em pluma em relação à safra passada. "Também novas áreas foram incorporadas ao processo produtivo em detrimento de outras culturas. Com isso, os números estão em 3,8 milhões toneladas e 1,6 milhão de hectares, respectivamente", comenta a estatal.
Quanto à safra de inverno, a Conab informa que o início de plantio de aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale é a partir de abril. "O estudo deste mês estima uma produção dessas culturas superior 6,9% ante 2018, podendo alcançar 6,9 milhões de toneladas."
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