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Economia

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Previdência

Edição impressa de 11/02/2019. Alterada em 11/02 às 00h57min

Reajuste do INSS não cobre despesas básicas dos beneficiários

Os aposentados do INSS já estão recebendo o benefício com o reajuste anual, mas o percentual, de 3,43% para quem ganha mais do que o piso, não será suficiente para cobrir despesas básicas.
O metalúrgico Gentil Fernandes Rosa, 69 anos, recebe R$ 4.080 do INSS. Com o reajuste, ele terá, por mês, cerca de R$ 140 a mais. "Entre água, luz e telefone eu gasto em torno de R$ 750, sem contar o convênio da minha esposa, de R$ 1.500, que sou eu quem paga", diz o aposentado, que, ao pagar o convênio da mulher, deixa de ter condições de contratar um plano de saúde para ele.
Convênio médico é algo que não dá para entrar no orçamento da aposentada Rosa Maria de Jesus, 57 anos, de jeito nenhum. "Imagine! Não tem como!", diz ela. Com o benefício que ganha, no valor do salário mínimo (hoje em R$ 998), ela acaba dependendo do pai, que tem 96 anos e também recebe o piso. Nas compras do mês, as carnes são um luxo para a aposentada, que faz bicos como diarista para complementar a renda.
Quem recebe o piso dos benefícios do INSS tem um reajuste diferente, que leva em conta não apenas a inflação, mas o crescimento do país. Em 2019, o salário mínimo subiu de R$ 954 para R$ 998, alta de 4,61%.
Já os benefícios maiores são calculados pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acumulado no ano anterior. Esse índice considera gastos de famílias que recebem entre um e cinco salários mínimos. "Mas o INPC não recupera o poder de compra do idoso", diz Marcos Bulgarelli, presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados).
Os idosos sofrem ainda com a defasagem da tabela do Imposto de Renda, acumulada em 88,4% desde 1996, segundo o Sindifisco (sindicato dos auditores fiscais da Receita Federal). Se a tabela fosse corrigida pela inflação nos últimos 21 anos, não teriam desconto do IR salários ou aposentadorias de até R$ 3.556,56. Hoje, é isento do pagamento do imposto quem tem renda mensal de até R$ 1.903,98.
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