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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de fevereiro de 2019.
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Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 06/02 às 11h25min

Cautela com Previdência e clima desfavorável no exterior contaminam Ibovespa

Estadão Conteúdo
A cautela dos investidores com relação aos desdobramentos do debate sobre a minuta da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma previdenciária, contamina o Ibovespa nesta quarta-feira (6). O principal índice do mercado acionário brasileiro dá sequência ao segundo dia seguido de queda. Já na abertura, perdeu a marca dos 98 mil pontos para, em seguida, abandonar também o nível dos 97 mil pontos. Às 11h05min, caía 1,88%, aos 96.467,11 pontos.
Para o economista Alexandre Teixeira, da MCM Consultores, o "vaivém" em relação à discussão acerca do plano de reforma da Previdência no Brasil é um dos principais motivos que deixa o investidor cauteloso. A minuta escancarou divergências dentro do governo e no Congresso sobre os principais pontos do texto. "A reforma é essencial para recolocar as contas públicas na rota da sustentabilidade. É o Calcanhar de Aquiles. A indefinição quanto ao que de fato será apresentado e como será a negociação causam insegurança", afirma.
A despeito da queda registrada Bolsa brasileira esta manhã, um operador diz que a perspectiva ainda é positiva para o Ibovespa. "A Bolsa subiu bastante e as notícias praticamente não mudaram. Entrou numa euforia em janeiro e agora parece que está passando por um ajuste. Só não sabemos até quando vai essa correção", cita.
O clima externo desfavorável também não ajuda, acrescenta Teixeira. Na Europa, as bolsas cedem, assim como os índices futuros em Nova York, porém o recuo não é tão intenso quanto no Ibovespa. "Tem um pouco de aversão a risco lá fora, mas a queda não é tão profunda, em meio à perspectiva de desaquecimento econômico, o que enfraquece o euro e dá força ao dólar", afirma.
Novos temores de desaceleração da economia mundial foram reforçados após inesperada queda de 1,6% nas encomendas à indústria da Alemanha em dezembro na comparação com novembro.
O tom pessimista ainda é composto pelos dados desfavoráveis do American Petroleum Institute (API) sobre estoques norte-americanos de petróleo. Os contratos futuros da commodity caem, sobretudo refletindo não somente os acréscimos nos estoques de matéria-prima bruta dos EUA, mas também da gasolina.
As ações da Vale caem, assim como as da Petrobras. O noticiário parece que ainda continua ruim para a mineradora. Na terça, a empresa anunciou a declaração de força maior em vários contratos fechados com clientes, por conta da suspensão da produção na mina de Brucutu, após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG).
No foco das atenções dos investidores, está a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que tende a manter a taxa Selic em 6,50%, conforme espera o mercado.
Já nos EUA, a expectativa é pelo primeiro discurso, às 22 horas (de Brasília), do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, após a reunião de política monetária na semana passada.
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