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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Edição impressa de 04/02/2019. Alterada em 04/02 às 11h59min

Vendas de material escolar estão tímidas em Porto Alegre

Cervo diz que artigos de papelaria tiveram pequenos reajustes

Cervo diz que artigos de papelaria tiveram pequenos reajustes


/MARCO QUINTANA/JC
Adriana Lampert
A busca por produtos de material escolar nas lojas da Porto Alegre durante o primeiro mês de 2019 foi fraca. "As vendas estão paradas", admite a encarregada da Papelaria Brasil, Elena dos Santos Rodrigues. Com muitas famílias em férias na praia, o fluxo de consumidores caiu bastante, a ponto de muita loja do segmento permanecer praticamente vazia na maior parte do tempo.
Também há o fato de que algumas escolas (públicas) ainda não divulgaram a lista de material necessário para o ano letivo, forçando que muitos pais e mães tenham que esperar para ir às compras às vésperas da volta às aulas dos filhos.
"Comprei o básico - caderno, folhas de ofício, réguas, cola, canetinhas, giz de cera e lápis de cor -, antecipadamente, para aproveitar os preços, mas vai ficar faltando o que a escola irá sinalizar para este ano", comenta Diego Soares Menger, 25 anos, pai de um garoto de sete anos que vai cursar a segunda série do Ensino Fundamental. Ele afirma que, até agora, não sentiu diferença no bolso, ao comparar com os valores gastos no início do ano passado.
"Houve, de fato, reajustes de pequenos itens, mas não chegou a 5% em artigos de papelaria - o maior aumento ficou para os livros didáticos", afirma o proprietário da Livraria e Papelaria Cervo, João Cláudio Cervo.
No entanto, segundo levantamento da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae), o preço médio dos produtos importados - como estojos e mochilas - ou cuja matéria-prima seja o plástico ou o papel está em torno de 10% mais caro em alguns mercados. Somando 10 mil itens de produtos diversos, incluindo material escolar e de escritório, em Porto Alegre, o Lojão Oba Oba está trabalhando sem reajustes de preços frente ao ano passado, de acordo com a gerente da empresa, Francele Pellenz.
"Não temos como concorrer com lojas específicas do segmento, que podem oferecer mais descontos por ter mais volume em estoque, mas, ainda assim, esperamos vender bem", comenta a gestora. Segundo ela, no Lojão Oba Oba, é possível comprar um kit básico de cadernos, canetas, lápis, cola, tesoura, régua e mochila por menos de R$ 100,00. Isso porque ali dá para encontrar uma mochila por R$ 35,00.
Em lojas especializadas, como a Casa do Papel e a Papelaria Brasil, é possível encontrar preços bastante diversificados, que mudam conforme a marca e o tamanho ou qualidade do produto. Na primeira, com uma boa garimpagem, o consumidor compra uma caixa de giz de cera a partir de R$ 1,69 e mochilas por R$ 89,00.
No início da semana passada, o movimento de pessoas na Casa do Papel não chegava a estar fraco, mas, segundo os vendedores, "deve crescer muito" a partir da segunda semana de fevereiro. "O pessoal sempre deixa para a última hora", observa o presidente do Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas Porto Alegre), Paulo Kruse.
"Acredito que as vendas ainda não engrenaram porque está muito desagradável sair neste calor terrível", opina Kruse. Cervo concorda que as altas temperaturas do início do ano não estão ajudando. "Já era para ter aumentado o fluxo de pessoas, ainda está tímido perto da expectativa."
Para estimular o aumento das vendas nas lojas de material escolar, o Sindilojas Porto Alegre promove, pelo segundo ano consecutivo, a campanha Volta às Aulas, com descontos especiais em papelaria e artigos escolares. Krause diz que a estimativa é de que, até março deste ano, a venda de material escolar tenha um faturamento superior, entre 6% e 7% frente ao início de 2018.

Consumidores pesquisam preços e buscam promoções na hora de adquirir os itens

Gessi e o filho Vitor resolveram antecipar compras e aproveitar as férias

Gessi e o filho Vitor resolveram antecipar compras e aproveitar as férias


/MARCELO G. RIBEIRO/JC

Alguns consumidores - que preferem não deixar as compras para a véspera do início do ano letivo - estão optando por aproveitar a tranquilidade momentânea das lojas. "Prefiro comprar na loja que confio, já estamos com tudo pronto", afirma a técnica em anatomia e necrópsica Claudia Picaz, ao lado da filha Eduarda, que vai cursar o segundo ano do Ensino Médio. Entre cadernos, canetas, lápis de cor e outros itens, Claudia desembolsou cerca de R$ 300,00. A dona de casa Gessi Câmara Isep, mãe de Vitor - que vai cursar a quinta série do Ensino Fundamental -, também saiu na frente. "Depois, a gente vai para a praia mais descansados", justifica.

"Na verdade, ele vai aproveitar grande parte do material do ano passado - hoje, compramos apenas cartolina, folha de ofício, cola, cadernos e canetinhas." A encarregada da Papelaria Brasil, Elena dos Santos Rodrigues, destaca que "dá para montar um kit básico de material escolar por menos de R$ 100,00".

Por se tratar de produto sazonal, mais demandado no início do ano letivo, geralmente, nesta época, os preços do material escolar costumam ser inflacionados. "As diferenças entre preços de um mesmo produto podem variar até 200%, e há casos em que alcançam 1000%", alerta o economista Carlos Darienzo. Além disso, segundo o especialista, as condições de negociações feitas pelos comerciantes com seus fornecedores atacadistas também influenciam nos preços finais, favorecendo as discrepâncias.

Para famílias com orçamento comprometido no início do ano, o economista recomenda negociar com os responsáveis pelas escolas uma relação de prioridades de materiais que serão utilizados apenas no primeiro semestre letivo. "Assim, será possível fracionar as compras ao longo do tempo", destaca Darienzo. Também é possível fazer uso de clubes de trocas de livros comuns aos estudantes, modalidade de economia que vem se expandindo em anos recentes, afirma o especialista.

O edital para realização da 29ª Feira do Material Escolar de Porto Alegre está em fase de elaboração pela Secretaria Municipal da Fazenda (SMF), de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE). A concorrência deverá ser realizada por meio de pregão eletrônico, visando aumentar a quantidade de participantes e diminuir os custos com o processo licitatório, e a estimava é de que a feira seja iniciada dia 12 de fevereiro, estendendo-se até 21 de março. Em geral, o evento oferece preços abaixo do mercado. Mesmo assim,

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