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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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CONJUNTURA

Edição impressa de 18/01/2019. Alterada em 17/01 às 01h00min

Previsão de déficit primário para 2019 vai a R$ 102,3 bi

Os analistas de mercado ouvidos pelo Ministério da Economia continuam prevendo que o governo entregará um déficit primário em 2019 bem menor que a meta fiscal negativa de R$ 139 bilhões para este ano. De acordo com o boletim Prisma Fiscal de janeiro, divulgado nesta quinta-feira pela pasta, a mediana das previsões passou de um rombo de R$ 100,031 bilhões para um déficit de R$ 102,385 bilhões.
Já para 2020, os analistas projetaram um déficit de R$ 68,778 bilhões, também com uma folga considerável para a meta, que é de R$ 110 bilhões no negativo. No boletim anterior, as previsões indicavam o saldo negativo de R$ 63,293 bilhões para o próximo ano.
O Prisma deste mês manteve em R$ 1,569 trilhão a previsão do mercado para a arrecadação das receitas federais em 2019. Para 2020 a projeção para a arrecadação caiu, de R$ 1,688 trilhão para R$ 1,684 trilhão.
A estimativa para a receita líquida do Governo Central neste ano passou de R$ 1,322 trilhão para R$ 1,324 trilhão, enquanto para o próximo ano passou de R$ 1,418 trilhão para R$ 1,419 trilhão. Pelo lado do gasto, a projeção de despesas totais do Governo Central este ano caiu foi mantida em R$ 1,426 trilhão. Para 2020, a estimativa caiu de R$ 1,484 trilhão para R$ 1,483 trilhão.
A mediana das projeções dos analistas do Prisma para a Dívida Bruta do Governo Geral ao fim de 2019 passou de 78,34% do PIB para 78,20% do PIB. Para 2020, a estimativa que estava em 80,00% do PIB caiu para 79,80% do PIB no relatório desta quinta.
O Prisma também atualizou as projeções fiscais este e os próximos dois meses. Para janeiro, a estimativa de superávit primário passou de R$ 27,791 bilhões para R$ 28,402 bilhões. Para fevereiro, a previsão de déficit passou de R$ 18,096 bilhões para R$ 17,634 bilhões. Para março, a projeção de saldo negativo passou de R$ 17,612 bilhões para R$ 18,614 bilhões.

Prévia do PIB sobe 0,29% em novembro e 1,38% no ano

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma "prévia" informal do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou que a economia cresceu 0,29% em novembro. O dado foi divulgado nesta quinta-feira pelo BC. Entre janeiro e novembro do ano passado, a economia brasileira registra uma expansão de 1,38%.

O IBC-Br foi criado pelo BC para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses.

Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo BC, a projeção dos economistas consultados é de um crescimento do PIB este ano de 2,57%. Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia. O indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).

Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.

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