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Porto Alegre, terça-feira, 08 de janeiro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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sistema financeiro

Edição impressa de 08/01/2019. Alterada em 08/01 às 01h00min

Governo diz que vai abrir 'caixas-pretas' de Bndes e Caixa

Guedes cita 'piratas privados e criaturas do pântano político'

Guedes cita 'piratas privados e criaturas do pântano político'


/EVARISTO SA / AFP/JC
Horas antes de dar posse nesta segunda-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, aos dirigentes do Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e Caixa Econômica Federal, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que as "caixas-pretas" de diversos órgãos começaram a ser abertas.
Na sua conta pessoal do Twitter, Bolsonaro afirmou que "muitos contratos foram desfeitos e serão expostos". Segundo ele, "com poucos dias de governo, não só a caixa-preta do Bndes, mas também de outros órgãos", estão sendo levantada e serão divulgadas.
"Muitos contratos foram desfeitos e serão expostos, como o de R$ 44 milhões para criar criptomoeda indígena que foi barrado pela ministra (de Mulheres, Família e Direitos Humanos) Damares (Alves) e outros", completou.
O presidente se refere à decisão de Damares Alves de suspender um contrato de R$ 44,9 milhões da Fundação Nacional do Índio (Funai) que incluía a elaboração de mapeamento funcional, criação de banco de dados territoriais e implementação de criptomoeda para populações indígenas.
Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse durante a cerimônia de posse dos novos presidentes dos bancos públicos federais, que as funções das instituições financeiras foram desvirtuadas nos últimos anos.
Sobre a Caixa Econômica Federal, chegou a dizer que o banco estatal foi vítima de "saques e assaltos". Ele também prometeu abrir a chamada caixa-preta da Caixa, citada diversas vezes pelo presidente Jair Bolsonaro desde a campanha eleitoral.
"A Caixa Econômica Federal foi vítima de saques, fraudes e assaltos de recursos públicos. Como vai ficar óbvio à frente, quando essas caixas-pretas começarem a ser examinadas", afirmou Guedes. O ministro afirmou que os bancos públicos perderam por conta de uma "aliança perversa" e os novos presidente estavam assumindo para "fazer a coisa direito e acabar com a falcatrua":
"A máquina de crédito do Estado sofreu desvirtuamento. Perderam-se os bancos públicos através de uma aliança perversa de piratas privados, democratas corruptos e algumas criaturas do pântano político. Esses presidentes vão assumir sabendo disso, fazer a coisa funcionar direito, da forma certa. Acho que o time comunga dessa filosofia, que é a filosofia do presidente, de fazer a coisa direita, de acabar com a falcatrua. E estamos aqui para enfrentar isso pelo povo brasileiro", completou o ministro da Economia em seu discurso.

Instituições terão de devolver R$ 84 bilhões ao Tesouro

Os três bancos públicos terão de devolver ao caixa do Tesouro R$ 84 bilhões durante o mandato de Bolsonaro. O plano de Paulo Guedes, no entanto, vai depender do sucesso da venda da participação das subsidiárias e de não comprometer regras bancárias.
 
Esses R$ 84 bilhões foram emprestados aos bancos em forma de "instrumento híbrido de capital e dívida" e são classificados como dívida especial, pois os recursos são incorporados ao patrimônio dos bancos. Só nesse tipo de dívida, o Bndes tem R$ 35,5 bilhões para devolver. O banco também negocia o pagamento de dívida das injeções feitas nos últimos anos por outros instrumentos. Só em 2019, o pagamento será de R$ 100 bilhões.
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