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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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COMBUSTÍVEIS

Edição impressa de 04/01/2019. Alterada em 04/01 às 01h00min

Petrobras reduz preço da gasolina ao menor valor desde setembro de 2017

Estatal adotou política para segurar os reajustes por até 15 dias

Estatal adotou política para segurar os reajustes por até 15 dias


/NELSON ALMEIDA/AFP/JC
A Petrobras reduziu em 2,73% o preço da gasolina em suas refinarias nesta quinta-feira, levando o valor ao menor patamar em 15 meses. O litro do combustível é vendido a R$ 1,4675, em média.
Em valores corrigidos pela inflação, a última vez em que o litro da gasolina foi vendido nas refinarias da estatal por menos de R$ 1,50 foi em meados de setembro de 2017. Depois, os preços dispararam, acompanhando a escalada das cotações internacionais do petróleo até atingirem, um ano depois, o recorde de R$ 2,2676 por litro, também corrigidos pela inflação.
Desde então, a queda acumulada no preço é de 35,3%, reflexo do recuo das cotações internacionais e do recuo da taxa de câmbio durante o processo eleitoral. Durante o pico de setembro, a Petrobras anunciou uma mudança em sua política de preços, permitindo que a área técnica segurasse reajustes da gasolina por até 15 dias. Segundo a empresa, as perdas seriam compensadas pelo uso de instrumentos financeiros de proteção conhecidos como hedge.
A política de preços alinhados ao mercado internacional foi implantada em agosto de 2016 e revisada pela primeira vez em julho de 2017, com a liberação de ajustes diários para enfrentar a concorrência com importações de combustíveis.
Passou a ser questionada pelos consumidores e pelo próprio governo Temer a partir do início de 2018, diante da escalada de preços. Em maio, foi usada pelos caminhoneiros como justificativa para a greve que parou o Brasil.
A queda recente acompanha a redução abrupta na cotação internacional do petróleo a partir de outubro de 2018: logo após o Natal, o petróleo Brent, negociado em Londres, ficou abaixo de US$ 50 por barril pela primeira vez em um ano e meio.
Nas bombas, também houve queda no preço da gasolina após o recorde de setembro, mas em ritmo ainda menor do que a das refinarias: apenas 6,62%, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
Parte do ganho ficou com os postos: a margem de revenda subiu de R$ 0,429 por litro, corrigidos pela inflação, para R$ 0,485 por litro na última semana de dezembro. A parcela referente a impostos estaduais também é maior.
O preço do diesel nas refinarias da estatal ficou estável nesta quinta-feira pelo terceiro dia consecutivo após o fim do programa de subvenção federal, que terminou no dia 31 de dezembro, já que a Petrobras também adotou a política de segurar reajustes - mas neste caso, o período máximo é de sete dias.
 

Produção de petróleo e gás registra queda de 2,3% em novembro, segundo dados da ANP

A produção de petróleo e gás no Brasil em novembro atingiu 3,274 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O número representa queda de 2,3% em relação ao mês anterior e queda de 1% ante igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Conforme a ANP, a queda se deve principalmente à realização de paradas para manutenção no FPSO Cidade de Ilhabela, no campo de Sapinhoá (Bacia de Santos), e nas plataformas P-18 e P-37, no campo de Marlim (Bacia de Campos).

A produção de petróleo no período foi de 2,567 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d), queda de 1,8% na comparação com o mês anterior e 1,1% menor ante novembro de 2017. Já a produção de gás natural foi de 112 milhões de m3 por dia, recuo de 4% ante outubro e de 0,9% frente a novembro de 2017.

A produção do pré-sal em novembro totalizou 1,817 milhão de boe/d, uma redução de 1,3% em relação ao mês anterior. Foram produzidos 1,45 milhão de barris de petróleo por dia e 58,4 milhões de metros3 diários de gás natural por meio de 86 poços. A participação do pré-sal na produção total nacional em novembro foi de 55,5%.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural. Produziu, em média, 903 mil bbl/d de petróleo e 38,2 milhões de m3/d de gás natural. Os campos marítimos produziram 95,8% do petróleo e 81% do gás natural.

Os campos operados pela Petrobras produziram 93,7% do petróleo e gás natural total.

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