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Porto Alegre, quarta-feira, 02 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado financeiro

Edição impressa de 02/01/2019. Alterada em 02/01 às 01h00min

Bolsas dos EUA têm o pior ano desde 2008

Apesar de momentos de euforia, mercado acionário fechou em baixa

Apesar de momentos de euforia, mercado acionário fechou em baixa


/SPENCER PLATT/AFP/JC
Os principais indicadores das bolsas norte-americanas tiveram o pior ano desde 2008, auge da crise financeira global. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq terminaram 2018 no vermelho, depois de terem batido recordes históricos de alta em um ano que parecia promissor para os mercados financeiros mundiais.
O Dow Jones, índice que reúne as 30 ações mais líquidas da Bolsa de Nova Iorque, acumulou queda de 5,8%. Foi a maior desvalorização desde que o indicador despencou 33,8% em 2008, sob reflexo da forte crise financeira que atingiu os mercados após o estouro da bolha no crédito imobiliário de baixa qualidade nos EUA.
O S&P 500, das maiores empresas da bolsa, recuou 6,5%, também na maior queda desde 2008, quando recuou 38,5%. E a Nasdaq, de tecnologia, teve baixa de 4%, a maior desde a crise (-40,5%).
O ano ruim não ficou restrito aos mercados norte-americanos. Na China, as ações tiveram também o pior desempenho em uma década. O índice composto de Xangai recuou 24,6% no ano - em 2008, despencou 65%.
No mercado financeiro, o ano terminou bem diferente de como começou, em meio a sinais cada vez mais fortes de uma desaceleração global. Nos EUA, em 26 de janeiro, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq batiam recordes históricos de alta, sob embalo da recuperação da economia norte-americana e diante do efeito positivo dos estímulos fiscais anunciados pelo presidente Donald Trump nos EUA.
A euforia durou pouco. Em fevereiro, rumores - confirmados no mês seguinte - indicavam que o republicano pretendia impor tarifas sobre aço e alumínio importados de vários países, especialmente da China, no primeiro passo para a escalada das tensões comerciais com o gigante asiático.
Os mercados reagiram à disputa entre as duas maiores potências do mundo e acusaram o golpe. As quedas duraram pouco, e os três indicadores voltaram a reagir, batendo novos recordes de alta - mantidos até hoje.
A Nasdaq atingiu máxima de 8.109 pontos em 29 de agosto, o S&P 500 bateu os 2.930 pontos em 20 de setembro e o Dow Jones alcançou 26.828 pontos em 3 de outubro.
Mas, no cômputo geral, a segunda metade do ano foi bem menos feliz para os mercados. A começar, o banco central norte-americano passou a sinalizar que poderia fazer quatro elevações de juros em 2018, em vez das três precificadas pelos investidores. No fim, o Federal Reserve (Fed, a autoridade monetária dos EUA) acabou subindo a taxa quatro vezes no ano.
Além de tornar os ativos em bolsa menos atraentes, em razão do retorno maior nos títulos de dívida norte-americana - considerados de risco zero -, a decisão também colocou o presidente do Fed, Jerome Powell, em rota de colisão com Trump, que passou a fazer críticas explícitas à atuação do banco central, dizendo que estava ameaçando o crescimento da economia norte-americana. É pouco comum que presidentes dos EUA se manifestem sobre a condução de política monetária feita pelo Fed. As declarações de Trump levantaram temores sobre a independência da autoridade monetária.
As altas de juros têm ainda como efeito colateral a valorização do dólar no mundo, o que acaba prejudicando as atividades de multinacionais norte-americanas que dependem do mercado externo para melhorar seu resultado. Para 2019, o Fed reduziu a estimativa de altas de juros de três para duas.
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