Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

energia

Notícia da edição impressa de 21/12/2018. Alterada em 20/12 às 22h12min

Projetos de PCHs chegam a R$ 5 bilhões no Rio Grande do Sul

Ao todo, 122 projetos em andamento poderiam gerar 600 MW

Ao todo, 122 projetos em andamento poderiam gerar 600 MW


CERTEL/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Daroit
Cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) estão em andamento no Rio Grande do Sul. São, ao todo, 122 projetos em diferentes fases de desenvolvimento, que podem aumentar a capacidade de geração no Estado em 600 MW (cerca de 15% da demanda média gaúcha). Destas usinas, nove já estão em construção. E, as demais, têm boas notícias para que também saiam do papel, com promessa de maior agilidade nos licenciamentos e linhas de financiamento.
Cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) estão em andamento no Rio Grande do Sul. São, ao todo, 122 projetos em diferentes fases de desenvolvimento, que podem aumentar a capacidade de geração no Estado em 600 MW (cerca de 15% da demanda média gaúcha). Destas usinas, nove já estão em construção. E, as demais, têm boas notícias para que também saiam do papel, com promessa de maior agilidade nos licenciamentos e linhas de financiamento.
"Esse ano foi muito importante, de muitas conquistas para o setor", comenta o coordenador do Comitê de Monitoramento à Implantação do Programa Gaúcho de Incentivo às Pequenas Centrais Hidrelétricas (Compech), Paulo Sérgio da Silva. Entidades ligadas ao segmento estiveram reunidas na Capital nessa quinta-feira para a 3ª edição do seminário O potencial das centrais hidrelétricas.
O executivo classifica como principal medida a Resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) nº 388/2018, publicada no fim de novembro, que disciplinou os critérios de licenciamento para os empreendimentos. A resolução trouxe ainda outra novidade para as CGHs, que são as usinas que geram até 5 MW (as PCHs, por sua vez, têm entre 5 MW e 30 MW de potência). A principal foi a unificação das licenças prévia e de instalação em um só processo, agilizando a análise dos empreendimentos. "Agora, pretendemos que a licença de uma CGH leve em torno de três meses", comenta Silva.
O coordenador ainda classifica o investimento nas pequenas usinas como "democrático", pois os projetos em andamento englobam 50 municípios gaúchos. Atualmente, segundo Silva, já existem em torno de uma centena de hidrelétricas dessa escala no Estado.
O ano também foi marcado por linhas de crédito, como a recém-anunciada pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) na ordem de 80 milhões de euros, captada junto ao Banco Europeu de Investimento. Desse montante, 50 milhões de euros serão destinados exclusivamente a PCHs. Outra novidade, lançada durante o evento na Capital, foi a Frente Parlamentar de Apoio às PCHs na Assembleia Legislativa, que será presidida pelo deputado Ernani Polo (PP).