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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Edição impressa de 20/12/2018. Alterada em 20/12 às 01h00min

Ibovespa sofre queda de 1,08% com decisão do Fed

A decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) trouxe frustração aos mercados de ações e impôs perdas significativas ao Índice Bovespa na última hora de negociação ontem. O indicador, que na espera pelo Fed chegou a subir 1,72%, cedeu à instabilidade das bolsas de Nova Iorque e fechou com queda de 1,08%, aos 85.673, na mínima do dia.
O Fed decidiu por unanimidade subir pela quarta vez neste ano os juros nos Estados Unidos, levando a taxa para a faixa entre 2,25% e 2,5% ao ano, o maior patamar em quase 11 anos. Nas projeções econômicas divulgadas com o comunicado, o Fed reduziu para duas a previsão de aumento de juros em 2019 - antes, a estimativa era de três altas. Foi o nono aumento de juros desde que o Fed começou a normalizar sua política monetária, em dezembro de 2015.
No comunicado, o banco central americano ressaltou que aumentos graduais nos juros são consistentes com a expansão sustentada da atividade econômica, com as condições sólidas do mercado de trabalho e com a inflação próxima da meta de 2% ao ano no médio prazo.
A expectativa era de que o Fed apontasse para interrupção do processo de elevação de juros em 2019. Mas, ao reduzir a projeção de três para duas altas de juros no ano que vem, a sinalização do Fed foi considerada uma "dovish hike", ou seja: ainda dovish (com menos ímpeto de elevar as taxas de juros), mas com manutenção do gradualismo no aperto monetário. Após a divulgação do comunicado, os juros dos Treasuries atingiram as máximas no dia, o dólar diminuiu a perda em relação a outras moedas fortes e os índices das bolsas de Nova Iorque migraram para o terreno negativo.
Com o resultado desta quarta-feira, o Ibovespa passa a contabilizar queda de 2,03% no acumulado da semana e de 4,28% em dezembro.
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Cotação do dólar à vista cai para R$ 3,8882

A reunião de política monetária do Fed terminou na tarde de ontem, mas desde o início dos negócios a expectativa pelo encontro influenciou o mercado de moedas pelo mundo, contribuindo para enfraquecer o dólar ante divisas de países desenvolvidos e emergentes. Na mínima do dia, a moeda caiu a R$ 3,86, mas, após o fim do encontro, a queda perdeu um pouco de fôlego e, no final da sessão, o dólar terminou em R$ 3,8882, em baixa de 0,39%.
Além de monitorar o Fed, operadores de câmbio ressaltam que o mercado à vista seguiu mostrando procura de dólares por empresas e fundos para envio ao exterior. Os dados do fluxo cambial do Banco Central mostram que neste mês, até o dia 14, US$ 5 bilhões saíram do País pelo canal financeiro. Só na segunda semana de dezembro, as retiradas somaram US$ 2,2 bilhões. A expectativa dos profissionais de câmbio é que os fluxos de saída fiquem fortes até nesta quinta-feira ou sexta-feira, perdendo fôlego na semana final do ano, marcada pelo esfriamento dos negócios.
Por conta da maior procura por dólar no mercado à vista, o volume de negócios seguiu acima da média nesta quarta-feira neste segmento, somando quase US$ 2 bilhões. No mercado futuro, o volume ficou um pouco menor que a média de dias com bom giro, em US$ 15 bilhões nesta quarta-feira. Operadores de câmbio acreditam que a liquidez vai seguir reduzida nos próximos dias, sobretudo após o final da reunião do Fed, tida como o último evento importante do ano para o mercado financeiro mundial.
 
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