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Jornal do Comércio

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mercado financeiro

19/12/2018 - 18h49min. Alterada em 19/12 às 18h49min

Fed reduz ritmo de queda do dólar e moeda termina em R$ 3,8882

A reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) terminou na tarde desta quarta-feira (19), mas desde o início dos negócios a expectativa pelo encontro influenciou o mercado de moedas pelo mundo, contribuindo para enfraquecer o dólar ante divisas de países desenvolvidos e emergentes. Na mínima do dia, a moeda caiu a R$ 3,86, mas após o fim do encontro a queda perdeu um pouco de fôlego e, no final da sessão, o dólar terminou em R$ 3,8882, em baixa de 0,39%.
A reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) terminou na tarde desta quarta-feira (19), mas desde o início dos negócios a expectativa pelo encontro influenciou o mercado de moedas pelo mundo, contribuindo para enfraquecer o dólar ante divisas de países desenvolvidos e emergentes. Na mínima do dia, a moeda caiu a R$ 3,86, mas após o fim do encontro a queda perdeu um pouco de fôlego e, no final da sessão, o dólar terminou em R$ 3,8882, em baixa de 0,39%.
Os dirigentes do Fed decidiram elevar os juros pela quarta vez este ano, como esperado pelo mercado financeiro, mas o BC americano não se mostrou tão "dovish", ou seja, defensor de juros em patamares baixos, como Wall Street previa, o que fez o dólar ganhar força no exterior e as bolsas caírem em Nova Iorque. No texto do comunicado, a instituição afirma esperar "altas graduais adicionais" nos juros. Já o gráfico de pontos, que reúne as previsões para juros dos membros do BC americano, sinaliza duas altas em 2019, ante três altas sinalizadas anteriormente na reunião de setembro.
Para o economista do banco BMO Capital Markets, Ian Lyngen, o Fed claramente ainda não está preparado para sinalizar uma pausa na elevação de juros, como parte do mercado esperava e o presidente Donald Trump vinha pressionando. Para ele, um dos fatores que indicam que o Fed está mais em alerta com o cenário foi a inclusão da frase em que os dirigentes afirmam que vão "continuar a monitorar os desdobramentos no mercado econômico e financeiro" para avaliar suas implicações para a economia americana.
Além de monitorar o Fed, operadores de câmbio ressaltam que o mercado à vista seguiu mostrando procura de dólares por empresas e fundos para envio ao exterior. Os dados do fluxo cambial do Banco Central mostram que neste mês, até o dia 14, US$ 5 bilhões saíram do país pelo canal financeiro. Só na segunda semana de dezembro, as retiradas somaram US$ 2,2 bilhões. A expectativa dos profissionais de câmbio é que os fluxos de saída fiquem fortes até nesta quinta-feira ou sexta-feira, perdendo fôlego na semana final do ano, marcada pelo esfriamento dos negócios.
Por conta da maior procura por dólar no mercado à vista, o volume de negócios seguiu acima da média nesta quarta neste segmento, somando quase US$ 2 bilhões. No mercado futuro, o volume ficou um pouco menor que a média de dias com bom giro, em US$ 15 bilhões nesta quarta. Operadores de câmbio acreditam que a liquidez vai seguir reduzida nos próximos dias, sobretudo após o final da reunião do Fed, tida como o último evento importante do ano para o mercado financeiro mundial.
Já a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, atendendo a um pedido do PC do B, e que pode beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não teve repercussão nos preços.