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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 17/12/2018. Alterada em 17/12 às 09h14min

Peru enfrenta concorrência na mesa de Natal

Dois dos quatro frigoríficos que abatiam a ave fecharam em 2018

Dois dos quatro frigoríficos que abatiam a ave fecharam em 2018


JUSTIN SULLIVAN/AFP PHOTO/JC
Guilherme Daroit
Símbolo do Natal, o peru sofre forte concorrência na preferência do público para as festas de fim de ano. Entre as cinco carnes mais vendidas no fim de ano, a ave deve ter o menor crescimento de todas, 7,14% em comparação com as festas de 2017, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Já os frangos voltados para as festas natalinas (marcas como Chester, Bruster e Fiesta) devem ter alta de 7,94% no volume comercializado pelos supermercados. Embora mais comuns nas festas de virada de ano, as apostas dos comerciantes para o fim de 2018 são os cortes suínos, como pernil, lombo e tender, que devem aumentar, respectivamente, 11,91%, 10,26% e 7,75% ante 2017. Ao todo, o varejo projeta que as vendas de fim de ano cresçam 10,27% em 2018.
Diretor executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos lembra que o peru é o precursor das carnes especiais de Natal no Brasil, cultura importada pela indústria nos anos 1970. "Foi também o multiplicador das aves natalinas, que vieram depois como uma opção de atender a população com menor poder aquisitivo", comenta Santos. Além de ser naturalmente mais pesado, o peru ainda chega a custar em torno de R$ 20,00 o quilo, valor que pode ser mais do que o dobro do preço dos frangos natalinos. O motivo, segundo o executivo, é que os custos de produção do peru são mais altos, pois o animal exige ração e manejo especiais.
De acordo com a pesquisa da Abras, a alta no preço do peru em relação ao ano passado é de 7,23% neste Natal. A única carne que subiu mais foram justamente os frangos natalinos, com 7,68% de alta. Mesmo assim, Santos defende que o peru continua tendo público cativo. "Ainda continua a tradição, a prioridade para as famílias que querem comemorar com peru se mantém", argumenta o executivo.
A BRF acrescenta que o papel do peru nas festas de fim de ano "é fundamental". "Mas sabemos que os consumidores também contam com outros pratos. Temos outras aves especiais, como o Chester, que também são muito relevantes para a companhia, assim como os produtos de proteína suína - tender, pernil e lombo", informa a empresa.
Já a Seara argumenta que "o peru é uma proteína muito relevante no período, pois faz parte da tradição das famílias brasileiras". A empresa ainda afirma ter percebido um reaquecimento no setor de alimentos desde o segundo semestre de 2017 e, por isso, estaria confiante de que as ceias, neste ano, estarão mais fartas.
As indústrias garantem o abastecimento do mercado para a data festiva, ainda que duas das quatro plantas que abatiam perus no Brasil tenham sido fechadas em 2018. Em junho, a BRF anunciou a suspensão dos abates de perus em Mineiros (GO) e Francisco Beltrão (PR), concentrando a produção da proteína em Chapecó (SC). O motivo dado para os fechamentos tem a ver com o embargo da União Europeia à carne de aves brasileiras, anunciado em abril. O bloco era o principal comprador dos perus brasileiros, e, com a suspensão, fez minguar as exportações.
Em 2017, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), 28% das 390 mil toneladas de perus produzidas no Brasil tiveram outros países como destino. A BRF argumenta que a interrupção das linhas não afetará o abastecimento odo mercado interno. O outro frigorífico que ainda abate perus no País é gaúcho, a unidade da Seara em Caxias do Sul.
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