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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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inovação

Edição impressa de 13/12/2018. Alterada em 13/12 às 16h36min

Rio Grande do Sul quer dobrar PIB até 2028

Carolina Hickmann e Patricia Knebel
A meta é empolgante: nos próximos 10 anos, dobrar a taxa do PIB gaúcho, que hoje está em torno de 2% a 2,5%, a partir de esforços voltados à inovação e ao empreendedorismo. Com isso, o Estado atingiria índices globais de países como China e Coreia do Sul, que transformaram as suas economias a partir dessa visão de futuro. Esse é o grande pilar do documento que será apresentado hoje pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sdect) e que elenca as diretrizes estratégicas de inovação para o decênio 2018-2028 no Rio Grande do Sul.
Dentro do trabalho realizado, são abordadas cinco diretrizes estratégicas a serem aplicadas para o cumprimento do objetivo. Como a educação para o desenvolvimento de talentos, uma vez que o ensino tradicional costuma não acompanhar os movimentos de inovação. A ambiência favorável às novidades e ao empreendedorismo é citada pela necessidade de modernização do arcabouço legal em âmbito estadual.
O documento sugere, ainda, que a maior articulação entre agentes do desenvolvimento, como governo, instituições de ensino e setor empresarial implicaria no favorecimento de duas condutas estipuladas como estratégicas: a intensificação da governança compartilhada e a potencialização de recursos e competências. Por outro lado, o documento aponta que a sociedade gaúcha precisa compreender a importância da inovação, e isso só seria atingido a partir da última diretriz, a mobilização social.
O Rio Grande do Sul, porém, conta com diversos aspectos fundamentais que colaboram com o potencial de cumprimento da meta, como seus parques tecnológicos e setores consolidados, pelo entendimento da secretária de Desenvolvimento do Estado, Susana Kakuta. "Não partimos do zero, mas, ainda assim, temos de evoluir. Nos próximos anos, passaremos por desafios estratégicos para agregar valor e aumentar a geração de receitas internas", projeta. Em seu entendimento, o fator de inovação é o elo que possibilitará o avanço, não somente em setores já consolidados, como também no acréscimo de áreas à economia gaúcha.
O material foi aprovado em novembro pelo Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia (CECT) e aponta também as tecnologias que deverão estar no centro das ações empresariais. Uma das mais importantes é a de Inteligência Artificial. De acordo com Susana, este é um projeto que deve ser pensado como sendo de Estado, e não de governo. "Quando assumi, essa foi a minha combinação com o governador (José Ivo) Sartori. Eu queria deixar um legado estratégico, um documento direto que apoiasse o desenvolvimento do Rio Grande do Sul a partir da inovação", conta Susana, que, em janeiro, assume a direção do Tecnosinos.
O documento foi elaborado a partir do trabalho colaborativo de mais de 500 representantes ligados à inovação liderados pelo Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, ao qual compete a formulação de políticas em seu campo de atuação. Susana comenta que o dinamismo imposto pelos avanços tecnológicos justificavam a criação de um plano de ação elaborado conjuntamente entre os setores interessados no desenvolvimento do Estado.
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