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Jornal do Comércio

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Mercado Financeiro

10/12/2018 - 16h17min. Alterada em 10/12 às 16h17min

Bolsas da Europa fecham em queda após adiamento de votação do Brexit

Os mercados acionários da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira (10) com recuo acentuado após a confirmação da primeira-ministra britânica, Theresa May, de que a votação do acordo do Brexit foi adiada de forma indefinida. O pacto seria analisado pelo Parlamento do Reino Unido nesta terça-feira. O índice Stoxx-600 registrou queda de 1,87%.
Os mercados acionários da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira (10) com recuo acentuado após a confirmação da primeira-ministra britânica, Theresa May, de que a votação do acordo do Brexit foi adiada de forma indefinida. O pacto seria analisado pelo Parlamento do Reino Unido nesta terça-feira. O índice Stoxx-600 registrou queda de 1,87%.
Na bolsa de Londres, o FTSE 100 registrou queda de 0,83%, aos 6.721,54 pontos, enquanto em Milão o FTSE MIB caiu 1,77%, para 18.410,13 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,54%, aos 10.622,07 pontos, e em Paris o CAC 40 tinha queda de 1,47%, para 4.742,38 pontos. Já em Madri, o Ibex 35 caiu 1,76%, para 8.660,00 pontos, e em Lisboa o PSI 20 recuou 0,94%, aos 4.791,29 pontos.
A manhã foi marcada por informações da mídia britânica de que a votação do Brexit no Parlamento britânico, esperada para terça, havia sido cancelada pelo governo de Theresa May. Os relatos foram confirmados, mais tarde, pela própria primeira-ministra, que afirmou ainda que voltará a tratar com autoridades em Bruxelas. Ela disse pretender tratar, especificamente, da questão da fronteira entre as Irlandas.
A líder admitiu ainda que sofreria uma derrota por "margem significativa" nesta terça-feira no Parlamento, se o governo decidisse levar adiante a votação. Mesmo assim, ressaltou que não aceitar o acordo já fechado entre o governo e Bruxelas elevará o risco de uma saída sem qualquer pacto com a União Europeia (UE).
Além disso, pesam sobre os mercados acionários as tensões em relação ao comércio global, diante de após declarações pouco amistosas de dois conselheiros da Casa Branca, Larry Kudlow e Peter Navarro, que defenderam tarifas adicionais a importações chinesas e, também, a detenção da executiva da gigante tecnológica Huawei Meng Wanzhou.
Ao mesmo tempo, investidores continuam atentos, com a proximidade do final do ano, a sinais de desaquecimento da economia global. Na região, "as perspectivas de crescimento dependem muito dos desenvolvimentos do Brexit nos próximos dias, semanas e meses, e a incerteza envolvente torna a previsão extremamente difícil", afirmou o economista-chefe de negócios da IHS Markit, Chris Williamson.
Entre os indicadores, investidores acompanharam a balança comercial da Alemanha, que registrou superávit comercial de 17,3 bilhões de euros (US$ 19,8 bilhões) em outubro, menor que o saldo positivo de 17,7 bilhões de euros observado em setembro, segundo dados da agência de estatísticas do país, a Destatis. Já a produção industrial do Reino Unido mostrou desempenho pior do que o esperado em outubro, produzindo 0,6% menos em outubro do que no mês anterior. Na comparação anual, houve queda de 0,8% na produção, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês). A mesma agência informou que o país registrou déficit em sua balança comercial de bens de 11,9 bilhões de libras em outubro, enquanto a previsão era de saldo negativo menor em outubro, de 10,9 bilhões de libras.