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Porto Alegre, sexta-feira, 07 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Edição impressa de 07/12/2018. Alterada em 07/12 às 01h00min

Dólar à vista registra a terceira alta consecutiva

O dólar à vista engatou a terceira alta consecutiva nesta quinta-feira (6), pressionado pela saída de recursos estrangeiros do País em um dia cheio de notícias desfavoráveis.
Com o Banco Central (BC) fora do mercado de câmbio na quarta-feira e novamente nesta quinta, e a liquidez dando sinais de ainda estar baixa, as mesas de operação pressionaram ainda mais o dólar na expectativa de que o BC volte a injetar mais recursos. Com isso, a moeda chegou a bater em R$ 3,94, mas no final da tarde a valorização perdeu fôlego, influenciada pelo discurso do presidente da regional de Atlanta do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Raphael Bostic, que afirmou que os juros nos Estados Unidos estão "muito perto" da taxa neutra, aquela que não gera inflação. Mesmo assim, o dólar acabou fechando com ganho de 0,35%, a R$ 3,8806.
Os dois últimos meses do ano são historicamente períodos de saída de recursos de estrangeiros por conta da necessidade de empresas e fundos remeterem dinheiro ao exterior. As retiradas de dólar costumam ser quatro a cinco vezes maiores neste período, segundo um gestor de um fundo multimercado.
Nos dois últimos meses de 2017, o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 18 bilhões. Mas este ano operadores ressaltam que este movimento tem sido agravado por um cenário externo mais adverso e um ambiente doméstico sem notícias positivas nos últimos dias sobre a agenda de reformas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o que tem feito estrangeiros retirarem ainda mais capital.
 

Ibovespa sofre baixa de 0,22% com aversão ao risco

O Índice Bovespa não ficou imune à onda de aversão ao risco que tomou conta do mercado internacional nesta quinta-feira (6), mas terminou o dia já bem distante de seus piores momentos. Depois de cair até 2,26% no início da tarde, o principal índice de ações da B3 reduziu o ritmo e terminou o dia em baixa de 0,22%, aos 88.846 pontos. Os negócios somaram R$ 13,992 bilhões.
A desaceleração no período da tarde foi favorecida pela melhora no humor nas bolsas norte-americanas, assim como pela desaceleração da alta do dólar ante o real e outras moedas de países emergentes.
As ações da Petrobras foram o grande destaque negativo do dia. Os papéis caíram 4,16% (ON) e 3,79% (PN), influenciados pela forte queda dos preços do petróleo. Na ponta oposta estiveram as ações do setor financeiro. Bradesco ON subiu 1,40% e Itaúsa PN avançou 2,57%.
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