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Porto Alegre, sexta-feira, 07 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 07/12/2018. Alterada em 06/12 às 23h19min

Emater moderniza boletim semanal que analisa a produção do Rio Grande do Sul

Valor das terras será informado junto com preços dos grãos, diz Moura

Valor das terras será informado junto com preços dos grãos, diz Moura


MARCO QUINTANA/JC
Guilherme Daroit
Referência nas estimativas e no acompanhamento das safras agrícolas no Estado, o Informativo Conjuntural da Emater comemora seus 30 anos de trajetória com novo layout e novas análises. Iniciado em 1989, o boletim semanal da entidade passará a cruzar mais dados do banco da entidade, presente em 494 dos 497 municípios gaúchos, buscando tornar mais fáceis as decisões de produtores em relação, por exemplo, ao custo de produção das lavouras.
"Faremos esses cruzamentos agora no próprio Conjuntural, com a ideia de acompanhar a evolução em relação ao passado e facilitar as decisões dos agricultores e formadores de opinião", argumenta o diretor técnico da Emater, Lino Moura. A data foi comemorada na quinta-feira, por conta do Dia Nacional da Extensão Rural, com um evento na Assembleia Legislativa.
Como exemplo das possibilidades, Moura cita o cruzamento do valor das terras com os preços de grãos. Em regiões do Norte do Estado, o preço de venda de um hectare de terra chega aos mil sacos de soja, segundo Moura. Estipulando uma produtividade em torno de 65 sacos por hectare, portanto, seriam necessários 15 anos inteiros de produção apenas para pagar o terreno e, na prática, levando em conta também os custos de produção, pelo menos o dobro de tempo para começar a ter retorno. Esse tipo de análise, na visão do diretor, torna mais fácil a visualização da viabilidade do negócio para interessados na compra de área.
Outro tipo de levantamento que deve se tornar mais corriqueiro é quanto ao custo dos insumos em relação ao preço dos produtos, que pode auxiliar em outro foco atual da entidade, que é o uso consciente de agrotóxicos. "Mostrando que isso impacta, digamos, 15% a 20% do custo de produção, pode ser mais fácil fazer os agricultores refletirem se não vale a pena adotar o manejo integrado (de pragas e doenças)", projeta o diretor. Como tem dados pelo menos das últimas três décadas, a entidade pode, ao explicitar essas informações, também comparar os resultados com os últimos anos ou mesmo um passado mais remoto, expandindo a análise para um contexto histórico.
Iniciado em 1989 e publicado ininterruptamente desde então, o Informativo Conjuntural da Emater é divulgado à sociedade todas as quintas-feiras, com informações sobre o desenvolvimento das lavouras e criações, preços pagos aos produtores e estimativas quanto à produção total do Rio Grande do Sul.
O levantamento inicial é enviado nas terças-feiras pelos escritórios municipais da Emater e redes de referências locais (como cooperativas, secretarias municipais e outras entidades ligadas ao campo). Depois disso, os dados são analisados e validados pelos escritórios regionais, e, no fim, compilados e formatados no escritório central, em Porto Alegre. Segundo Moura, a capilaridade na coleta e o histórico de acertos nas projeções dão credibilidade ao documento.
 

Entidade rebate críticas sobre assistência

O diretor técnico da Emater, Lino Moura, rebateu críticas feitas à entidade pelo presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel da Silva. Em coletiva, Joel afirmou que a instituição deveria realocar pessoal de gabinete para o campo e fazer assistência técnica de Estado, e não de governo.

Segundo Moura, a Emater atende 232 mil famílias no Estado (mais de 15 mil delas abaixo da linha de pobreza), com média de 9,7 atendimentos anuais por família. "Não estamos em gabinetes", argumenta o diretor, que acrescenta o fato de que, em 2017, a entidade ainda participou de 41 mil projetos de crédito, que levaram R$ 1,24 bilhão no campo. Em 2015, segundo Moura, a entidade também definiu pilares estratégicos em cada setor e em cada região do Estado, com uma visão de médio e longo prazo. "Procuramos definir uma visão de futuro baseada na realidade dos municípios, com relação com a agricultura familiar, e não com governos", defende.

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