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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Petróleo

Alterada em 06/12 às 11h12min

Petrobras demite funcionários com prisão decretada na Lava Jato

Petrobras diz que demitiu por justa causa funcionários com fortes evidências de envolvimento em irregularidades

Petrobras diz que demitiu por justa causa funcionários com fortes evidências de envolvimento em irregularidades


MAURO PIMENTEL /AFP/JC
Agência Brasil
A Petrobras divulgou que demitiu por justa causa os funcionários "contra quem existem fortes evidências de envolvimento em irregularidades apuradas no âmbito da 57ª Fase da Operação Lava Jato". Batizada de Sem Limites, a etapa da operação deflagrada nessa quarta-feira (5) contava com dois mandados de prisão contra funcionários que continuavam atuando na companhia. A divulgação das demissões foi na noite dessa quarta.
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, funcionários da estatal receberam propina para alterar valores na compra e venda de petróleo e derivados com empresas estrangeiras. Os suspeitos também teriam realizado negócios irregulares de locação de tanques de armazenagens e, com alterações de centavos na negociação de cada barril, o esquema envolvia milhões de dólares devido à grande quantidade de combustível movimentada diariamente.
Foram decretados ao todo 11 mandados de prisão preventiva. Um dos funcionários que continuava na companhia atuava em Houston, nos Estados Unidos, em uma das representações da Petrobras no Exterior. Foi emitido um alerta para Interpol contra ele. O outro suspeito trabalhava em uma das sedes da empresa no Rio de Janeiro, mas não foi preso porque está hospitalizado.
As negociações no exterior eram com grandes empresas chamadas do setor, entre elas a Vitol, a Glencore e a Trafigura. Segundo a Petrobras, será feita uma "nova avaliação para revisão do Grau de Risco de Integridade (GRI) das empresas implicadas e, onde se fizer necessário, e de acordo com seu processo de Due Diligence de Integridade, reclassificá-las".
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