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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de dezembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Edição impressa de 05/12/2018. Alterada em 04/12 às 22h03min

Crédito deve crescer acima de 6%, diz Febraban

Para Murilo Portugal, País caminha
para trajetória de maior aceleração

Para Murilo Portugal, País caminha para trajetória de maior aceleração


/WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL/JC

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, afirmou que o crédito no próximo ano deve crescer acima dos 6% projetados pela entidade. A instituição, que representa as instituições financeiras no País, segue revendo mensalmente suas projeções, conforme ele, para adequar as expectativas com o desempenho dos empréstimos.

"O crédito já retornou gradualmente, principalmente, o voltado ao consumidor, nas modalidades de consignado (com desconto em folha) e para a compra de veículos", destacou Portugal, em coletiva de imprensa, acrescentando que para as grandes empresas o crédito também está retornando e que uma das linhas que tem refletido isso é a de desconto de duplicatas.

Segundo o presidente da Febraban, o desempenho do crédito total só não é melhor no cenário atual por conta dos empréstimos direcionados, cujo saldo ainda está em queda. Destacou, contudo, que o crédito livre já apresenta taxa de expansão de dois dígitos.

"Os bancos estão colaborando com a retomada, que está mais lenta que desejávamos e gostaríamos, uma vez que tivemos o aperto das condições financeiras após a greve dos caminhoneiros (em maio), cenário esse que passou a ser revertido a partir de outubro", destacou Portugal.

Segundo ele, o País caminha agora para uma trajetória de maior aceleração do crescimento. "O crédito vai contribuir crescendo mais que o Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem e vamos voltar a uma situação do passado, na qual o crédito como proporção do PIB aumenta", afirmou ele, sem precisar um número.

A carga tributária que incide sobre os bancos é um desestímulo para as instituições que estão operando e para novos entrantes, disse. "O setor bancário paga alíquota maior sobre a renda em razão da profissão do contribuinte e não porque lucra mais", explicou. Ele destacou que o setor bancário não é composto somente pelos grandes bancos, lembrando que existem bancos menores que têm lucros comparáveis a empresas de outros setores para as quais as alíquotas são menores.

Murilo Portugal adiantou Febraban vai solicitar uma audiência com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para apresentar as propostas do setor bancário para redução dos juros e dos spreads (diferença de quanto um banco paga para captar e o quanto cobra para emprestar). "Já estou fazendo contatos e entreguei uma cópia do livro com as propostas para o Paulo Guedes (futuro ministro da Economia) e para o Onyx Lorenzoni (futuro chefe da Casa Civil)", informou.

A Febraban lançou ontem, durante tradicional almoço de fim de ano do setor bancário, um livro com as propostas do segmento para a redução dos spreads e dos juros no Brasil. Algumas das sugestões dos bancos compiladas no livro já foram apresentadas por parlamentares e técnicos, no Congresso e no Executivo. Além da nova obra, a entidade vai iniciar uma campanha de mídia na televisão, no rádio, jornais e revistas para levar o tema de redução dos juros e spreads ao conhecimento do público em geral.

'Para Brasil crescer, juros têm de cair ainda mais', projeta dirigente da Federação dos Bancos

Para um crescimento mais robusto da economia brasileira será preciso uma queda mais forte dos juros, disse nesta terça-feira o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Murilo Portugal. "A função dos bancos é emprestar para financiar a produção, o consumo e o investimento. Quem empresta quer emprestar para o maior número de pessoas e empresas, aumentando o volume de negócios e reduzindo os riscos. Quanto menores forem os juros, mais pessoas poderão usar o crédito", disse, em almoço anual da entidade, que reúne dirigentes das instituições financeiras do País.

Ele afirmou ainda que houve avanços no âmbito do ajuste fiscal ao longo dos últimos dois anos e que a expectativa é de que uma reforma da previdência possa ser alcançada em 2019.

Portugal afirmou que 2018 foi o segundo ano de recuperação do crescimento econômico após uma das mais profundas recessões da história do Brasil, mas que o crescimento registrado, contudo, ficou aquém do que se esperava no final do ano passado. "Mas vimos a partir de outubro um afrouxamento das condições financeiras, com queda das taxas de juros de mercado, apreciação do real, elevação da bolsa de valores e dos preços de ativos brasileiros, e uma melhora dos indicadores de confiança de empresários e consumidores que já se refletem em sinais de aceleração da atividade econômica e do emprego", destaca.

O presidente da Febraban afirmou também em seu discurso que apesar das "circunstâncias conjunturais" não terem ajudado para uma aceleração mais forte do crescimento, o Brasil anotou nos dois últimos anos, durante o governo de Michel Temer, um início do ajuste fiscal. "Na área econômica, o governo Temer deixa um legado positivo construído em pouco mais de dois anos de mandato. A equipe econômica assumiu com um déficit primário de cerca de 2,5% do PIB, que vem sendo gradualmente reduzido há já dois anos, ficando abaixo dos limites anuais estabelecido na LDO. Restaurou a transparência fiscal reconquistando a credibilidade junto aos agentes econômicos no Brasil e no exterior", comentou.

Dentro desse escopo, Portugal frisou que o atual governo encaminhou ao Congresso um projeto de reforma da previdência, mas que "ainda não encontrou o necessário apoio político para a sua aprovação". "Mas os progressos alcançados mostram que, com o empenho do governo, o apoio do Congresso, e o esclarecimento da sociedade, é possível avançar nas reformas das quais precisamos para crescer mais rápido e gerar mais empregos. Isso fortalece nossa esperança de que uma reforma eficaz da previdência social possa ser alcançada no próximo ano", destacou.

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