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Porto Alegre, terça-feira, 04 de dezembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

04/12/2018 - 11h50min. Alterada em 04/12 às 16h43min

Economia brasileira crescerá 2,8% e a gaúcha 2,4% em 2019, projeta Fiergs

Petry (à direita) disse que saiu de uma atitude pessimista em 2018 para 'realista otimista' em 2019

Petry (à direita) disse que saiu de uma atitude pessimista em 2018 para 'realista otimista' em 2019


PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Patricia Comunello
A economia brasileira deve crescer 2,8% em 2019, projetou a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), nesta terça-feira (4), em Porto Alegre. Para a atividade gaúcha, a entidade aposta em alta de 2,4% no Produto Interno Bruto (PIB), portanto abaixo do panorama nacional.
"As variáveis que sustentam o crescimento no próximo ano incluem elevada ociosidade das empresas, alto desemprego e desalavancagem das famílias", explica o economista-chefe da Fiergs, André Nunes. A redução do nível de endividamento das famílias, que vem sendo indicada em pesquisas e monitoramento de crédito e dívidas, baliza a previsão de recuperação.  
VÍDEOS JC: Economista da Fiergs explica a projeção de desempenho:
O crescimento menor da economia gaúcha, que pelo seu perfil costuma seguir a média nacional, é explicado pelo economia-chefe pelas condições fiscais do Estado. Há ainda incerteza sobre um acordo com a União sobre o futuro da dívida. Além disso, Nunes avalia que os serviços não terão bom desempenho e a economia argentina poderá ser um flanco de fragilidade, afetando o fluxo comercial entre o Estado e o país vizinho, que é segundo principal destino das vendas externas.
"A gente prevê uma melhora depois de um ano frustrante", resumiu Nunes. O ano frustrante o de 2018, que, segundo Nunes, foi decepcionante tanto para empresas como para consumidores.
O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, disse que saiu da posição de "pessimita para o de realista otimista". "Abre-se uma janela de oportunidades", definiu Petry. Para o dirigente, o ambiente após as eleições baliza o prognóstico. "Apareceu um otimismo geral, se vai ser melhor não sabemos", referindo-se à expectativas sobre o futuro presidente, Jair Bolsonaro (PSL).
"Estou otimista que o ano que vem será melhor que este", repetiu Petry. 
Os cenários da Fiergs indicam que o crescimento base (conceito para um desempenho médio) do PIB do Brasil terá indústria com a maior alta, de 3%, serviços com elevação de 2,7% e agropecuária de 1,1%. Na projeção superior, o PIB poderia chegar a 3,6%, e na inferior, a 1,6%. Para 2018, a Fiergs espera que o PIB cresça 1%. 
Para a economia gaúcha, a alta de 2,4% do PIB é composta por 2,8% de alta da indústria, de 2,5% do setor agropecuário e de 2% nos serviços. Na previsão mais otimista de avanço, o produto pode chegar a 3,6%, ou ter alta de 1,2%, na perspetiva chama de inferior, pela Fiergs. Para 2018, a expectativa é encerrar o ano com aumento de 1% na atividade, em linha com o panorama brasielrio. 
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