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Porto Alegre, terça-feira, 04 de dezembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Edição impressa de 04/12/2018. Alterada em 04/12 às 01h00min

Balança comercial tem segundo melhor superávit para meses de novembro

Desempenho supera em qualidade os dados de 2017, diz Abrão Neto

Desempenho supera em qualidade os dados de 2017, diz Abrão Neto


/FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR/JC
A balança comercial - diferença entre exportações e importações - registrou o segundo melhor superávit para meses de novembro. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o País exportou US$ 4,062 bilhões mais do que importou no mês passado. O saldo só foi inferior ao de novembro de 2016, quando o superávit tinha atingido US$ 4,8 bilhões.
As exportações somaram US$ 20,922 bilhões no mês passado, alta de 25,4% em relação a novembro do ano passado pelo critério da média diária. As importações totalizaram US$ 16,860 bilhões, aumento de 28,3% na mesma comparação, também pela média diária.
De janeiro a novembro, o saldo da balança comercial somou US$ 51,698 bilhões, queda de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do recuo, este é o segundo melhor saldo desde o início da série histórica, em 1989, perdendo apenas para o do ano passado, quando as exportações tinham superado as importações em US$ 61,992 bilhões.
No acumulado de 2018, as exportações totalizaram US$ 220,002 bilhões, aumento de 9,4% em relação ao período de janeiro a novembro de 2017. As importações atingiram US$ 168,304 bilhões, alta de 21,3%. O crescimento das importações em ritmo maior que o das importações provocou o recuo no saldo da balança comercial neste ano. As compras do exterior subiram por causa da recuperação da economia.
Para o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, o fato de tanto as vendas como as compras externas estarem aumentando mostra melhora no comércio exterior brasileiro. "Apesar de um superávit expressivo, mas menor que o de 2017, o desempenho do comércio brasileiro supera em qualidade e dimensão os resultados do ano passado. Os valores das exportações e importações do acumulado do ano já ultrapassaram os valores de 2017", disse o secretário. "Temos um comércio mais forte, que criou mais emprego e renda no Brasil este ano."
De janeiro a novembro, as exportações aumentaram 5,5% em preço e 3,5% em volume. Os principais destaques do ano foram soja, máquinas e aparelhos de terraplanagem e manufaturados de ferro e aço. Apesar da imposição de quotas pelos Estados Unidos no meio do ano, o aumento das cotações garantiu o recorde nas vendas do produto. Já as importações subiram 5,7% em preço e 15% em volume.
 
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