Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Relações Internacionais

Notícia da edição impressa de 03/12/2018. Alterada em 03/12 às 02h30min

EUA e China declaram trégua comercial

Encontro dos líderes do grupo dos 20 países mais ricos do mundo foi encerrado no sábado, em Buenos Aires

Encontro dos líderes do grupo dos 20 países mais ricos do mundo foi encerrado no sábado, em Buenos Aires


/G20 ARGENTINA/FOTOS PÚBLICAS/JC
Os Estados Unidos concordaram em adiar por 90 dias a elevação de 10% para 25% das tarifas impostas para produtos chineses no valor de US$ 200 bilhões e não impor novas tarifas contra a China a partir de 1 de janeiro, enquanto os dois países deram início a uma nova rodada de negociações para diminuir as tensões comerciais. O anúncio foi feito na noite de sábado pela Casa Branca, após o presidente norte-americano, Donald Trump, participar de jantar com o presidente da China, Xi Jinping, no encerramento da Cúpula do G-20, em Buenos Aires.
Os Estados Unidos concordaram em adiar por 90 dias a elevação de 10% para 25% das tarifas impostas para produtos chineses no valor de US$ 200 bilhões e não impor novas tarifas contra a China a partir de 1 de janeiro, enquanto os dois países deram início a uma nova rodada de negociações para diminuir as tensões comerciais. O anúncio foi feito na noite de sábado pela Casa Branca, após o presidente norte-americano, Donald Trump, participar de jantar com o presidente da China, Xi Jinping, no encerramento da Cúpula do G-20, em Buenos Aires.
Pelo plano divulgado, os dois lados irão discutir a transferência de tecnologia forçada, proteção de propriedade intelectual, barreiras não tarifárias, invasões e roubos cibernéticos, serviços e agricultura. Caso as autoridades não encontrem um consenso, informou a Casa Branca, as tarifas em US$ 200 bilhões em produtos chineses devem subir dos atuais 10% para 25%. A elevação estava inicialmente prevista para ocorrer em 1 de janeiro.
A China também concordou em comprar um montante "muito substancial" de bens agrícolas, energéticos e industriais dos EUA, acrescentou a Casa Branca. Adicionalmente, o presidente chinês Xi Jinping afirmou que irá reconsiderar a fusão, anteriormente negada por Pequim, entre a Qualcomm Inc e a NXP Semicondutores. Nas palavras do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, os dois líderes atingiram um "importante consenso" que pode ajudar a melhorar as relações bilaterais como um todo.
A administração Trump também concordou em não impor qualquer tarifa adicional para produtos chineses, disse Wang, e os dois lados irão manter negociações com a intenção de eliminar todos os atuais impostos punitivos. Em troca, Pequim prometeu aumentar as compras de produtos dos EUA e dar maior acesso para companhias norte-americanas ao mercado chinês. Xi Jinping se comprometeu em aumentar "substancialmente" as suas compras de "produtos agrícolas, energéticos, industriais e de outro tipo".
O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da ditadura chinesa, Xi Jinping, no restaurante do Palacio Duhau, um dos mais luxuosos de Buenos Aires, era o momento mais esperado da cúpula do G-20, colocando frente a frente os dois lados envolvidos na atual guerra comercial iniciada por Washington.
Ambos se referiram de modo amável um ao outro antes do início da refeição, mas o conteúdo principal da conversa não foi divulgado. Trump disse que a China tinha uma relação "especial" com os EUA e que sua intenção era "discutir sobre comércio para que possamos fazer algo que seja genial para ambos os países".
Já Xi Jinping expressou suas condolências pela morte do ex-presidente George W. Bush. E acrescentou que "a cooperação entre nossas duas nações é de interesse para manter a paz e garantir a prosperidade do planeta".
O documento final do G-20, divulgado também no sábado, não mencionou a guerra comercial entre os dois países. Os Estados Unidos querem modificar o comportamento da China em ao menos três pontos: respeito à propriedade intelectual, que
Washington acha que Pequim não tem; os pesados subsídios às empresas chinesas, que distorcem o comércio; e a transferência forçada de tecnologia (empresa que quer se instalar na China é obrigada a ceder tecnologia à sua parceira chinesa, que, com o tempo, se apropria dela).
Já os chineses reclamam dos subsídios agrícolas usados por outros países e do que consideram exagero da imposição de medidas antidumping (o dumping é a venda de produtos a preços artificialmente baixos, para ocupar mercados). Além disso, a imposição de tarifas que o governo Trump impôs a China pode prejudicar as exportações de Pequim.