Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 28/11/2018. Alterada em 28/11 às 01h00min

BC prevê déficit de US$ 1,7 bilhão do setor externo

Despesas dos brasileiros com viagens internacionais caíram em outubro

Despesas dos brasileiros com viagens internacionais caíram em outubro


/JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, afirmou ontem que a estimativa para a conta corrente em novembro é de déficit de US$ 1,7 bilhão. "Se o resultado ocorrer, teremos uma melhora, porque em novembro de 2017, o déficit foi de 2,2 bilhões", pontuou Rocha.
O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, afirmou ontem que a estimativa para a conta corrente em novembro é de déficit de US$ 1,7 bilhão. "Se o resultado ocorrer, teremos uma melhora, porque em novembro de 2017, o déficit foi de 2,2 bilhões", pontuou Rocha.
O BC informou que houve superávit de US$ 329 milhões em transações correntes em outubro. A expectativa era de superávit de US$ 1,3 bilhão. "O superávit de outubro, embora tenha sido abaixo do estimado, é bastante positivo", disse Rocha. "O País continua a ter resultado das transações correntes bastante sólido."
A queda nas despesas com viagens internacionais em outubro está ligada à depreciação cambial no Brasil. Em outubro do ano passado, o dólar médio estava em R$ 3,19. No mês passado, ele foi de R$ 3,76.
Em novembro, até dia 23, as despesas líquidas com viagens estão em US$ 680 milhões. Isso é resultado de receitas de US$ 338 milhões com estrangeiros em viagem ao Brasil e gastos de US$ 1,018 bilhão dos brasileiros em outros países.
Dentro da conta de serviços do balanço de pagamentos, Rocha também destacou o crescimento nas despesas com aluguel de equipamentos. Elas foram de US$ 1,312 bilhão no mês passado, ante US$ 1,264 bilhão em outubro de 2017. O crescimento está associado ao aumento dos investimentos.
A conta de serviços como um todo registrou déficit de US$ 3,142 bilhões em outubro, o que representa o maior déficit para o mês desde 2014. "As despesas com transportes em outubro cresceram 11%, em linha com a alta das exportações", acrescentou. As despesas brutas com transportes em outubro somaram US$ 1,003 bilhão.
Rocha afirmou que a recuperação da atividade econômica no Brasil amplia a demanda por bens e serviços. Isso, segundo ele, justifica o fato de, nos dez primeiros meses de 2018, as importações terem crescido 22%, enquanto as exportações avançaram 8,5%.
A balança comercial de outubro ficou positiva em US$ 5,448 bilhões. No ano até outubro, o saldo comercial está positivo em US$ 43,799 bilhões.
Dentro do Investimento Direto no País (IDP) de US$ 10,382 bilhões em outubro - que ficou acima das expectativas do BC, de US$ 8,5 bilhões -, os dois setores que receberam mais aportes foram os de eletricidade e de petróleo e gás natural.
O fluxo cambial total no País está negativo em US$ 3,720 bilhões em novembro até o dia 23. A cifra é resultado de um fluxo comercial positivo de US$ 3,984 bilhões e de um fluxo financeiro negativo de US$ 7,705 bilhões no mesmo período.