Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado imobiliário

Notícia da edição impressa de 28/11/2018. Alterada em 28/11 às 01h00min

Venda e locação comerciais ficam estáveis

Bela Vista, Santana e Três Figueiras são os bairros mais caros para aluguel

Bela Vista, Santana e Três Figueiras são os bairros mais caros para aluguel


FREDY VIEIRA/JC/FREDY VIEIRA/JC

O preço médio de venda e de locação de imóveis comerciais permaneceu praticamente estável em Porto Alegre no mês de outubro. À exceção da capital gaúcha, o valor médio nas duas avaliações caiu em todas as demais cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial, que acompanha a variação de preço em quatro capitais.

O preço médio de venda e de locação de imóveis comerciais permaneceu praticamente estável em Porto Alegre no mês de outubro. À exceção da capital gaúcha, o valor médio nas duas avaliações caiu em todas as demais cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial, que acompanha a variação de preço em quatro capitais.

Em Porto Alegre, a venda comercial teve variação de 0,05% em outubro, com preço médio de R$ 7.660,00 por metro quadrado. Já o custo de locação variou 0,00%, mantendo o preço médio de R$ 31,52 por metro quadrado.

As quedas no preço de venda foram apuradas em São Paulo (-0,40%), Rio de Janeiro (-0,83%) e Belo Horizonte (-0,54%). De forma similar, o preço médio de locação comercial recuou no Rio de Janeiro (-0,16%), em São Paulo (-0,56%), e em Belo Horizonte (-0,09%) .

Na capital gaúcha, os bairros Vila Ipiranga (R$ 14.919,00), Santana (R$ 14.448,00), Mont'Serrat (R$ 14.064,00), Bela Vista (R$ 12.465,00) e Boa Vista
(R$ 12.193,00) figuraram entre os que têm o metro quadrado mais caro para venda. Na contramão, Cavalhada (R$ 4.008,00), Centro Histórico (R$ 3.933,00), Azenha (R$ 3.597,00), Navegantes (R$ 3.307,00) e São Geraldo (R$ 3.090,00) foram os bairros mais baratos.

Já para locação, os valores mais altos por metro quadrado foram apurados nos bairros Bela Vista (R$ 57,40), Santana
(R$ 57,23), Três Figueiras
(R$ 54,98), Boa Vista (R$ 50,99) e Chácara das Pedras (R$ 50,28). Sarandi (R$ 19,49), São Geraldo (R$ 18,47), Navegantes
(R$ 18,39), Hípica (R$ 17,91) e Nonoai (R$ 15,59) foram os mais baratos.

Setor registra alta nos lançamentos em setembro, aponta pesquisa

O mercado imobiliário nacional apresentou alta nos lançamentos e estabilidade nas vendas no mês de setembro. Já ao longo do ano, o setor acumula crescimento, de acordo com pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) feita em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Os lançamentos em setembro de 2018 totalizaram 15.574 unidades, alta de 60,9% na comparação com o mesmo mês de 2017. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, os lançamentos totalizaram 66.578 unidades, aumento de 28,5% frente ao mesmo período do ano passado. O crescimento do mercado no mês foi puxado pelo segmento de imóveis populares, enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV), no qual os lançamentos totalizaram 14.456 unidades, uma alta de 76,6%. Por sua vez, o segmento de imóveis de médio e alto padrão alcançou 1.118 unidades, baixa de 7,5%.

As vendas líquidas (já descontados os distratos) de imóveis novos em setembro totalizaram 7.046 unidades, uma leve queda de 0,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de janeiro a setembro deste ano, as vendas líquidas totalizaram 61.650 unidades, expansão de 19,3%.

No mês de setembro, as vendas dentro do MCMV foram de 5.275 unidades, alta de 4,5%. E no segmento de imóveis de médio e alto padrão, as vendas chegaram a 1.631 unidades, queda de 19,7%. Os cancelamentos de vendas (distratos) consolidados totalizaram 1.818 unidades em setembro (baixa de 42,3%) e chegaram a 21.358 unidades no ano (queda de 18,4%). No fim de setembro, o mercado imobiliário contava com 124.556 unidades novas disponíveis para venda, montante 2,8% maior do que o registrado um ano antes. Considerando o ritmo atual de vendas, seriam necessários 16,1 meses para liquidar esse estoque. Os dados abrangem imóveis novos (na planta, em obras e recém-construídos) .

Confiança da construção sobe 2,9 pontos em novembro

Nos últimos três meses, otimismo dos empresários do setor cresceu
Nos últimos três meses, otimismo dos empresários do setor cresceu
/CLAITON DORNELLES /JC

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,9 pontos em novembro na comparação com outubro, atingindo 84,7 pontos, após ter alcançado 81,8 pontos no 10º mês do ano. Após três altas consecutivas, o indicador atingiu o maior nível desde janeiro de 2015 (85,4 pontos). Os dados foram informados pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

"Nos três últimos meses, as expectativas de recuperação da demanda e de melhoria dos negócios no curto prazo aumentaram a confiança dos empresários do setor, um movimento que foi impulsionado com o desfecho das eleições", afirma Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Ibre-FGV.

"Paralelamente, o indicador de atividade mostra uma retomada ainda muito lenta, mas que já começa a repercutir sobre o emprego. Enfim, a atividade setorial ainda está muito aquém de sua média histórica, mas a direção é de retomada", observa a especialista.

A melhora das perspectivas de curto prazo foi o principal fator de influência sobre o movimento em novembro. O Índice de Expectativas (IE-CST) apresentou alta de 4,8 pontos, aos 95,8 pontos, recuperando o nível de janeiro deste ano. Destaque para o componente que mede o otimismo com os negócios nos próximos seis meses, com alta de 7,0 pontos, marcando 96,5 pontos.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-CST) teve expansão de 1,1 ponto em novembro, chegando a 74,1 pontos, retomando o nível de junho de 2015 (74,2 pontos). Neste indicador, a maior contribuição partiu do componente que mede percepção sobre o momento atual, com alta de 1,9 pontos, a 76,4 pontos, no maior nível desde março de 2015 (77,9 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) sofreu retração de 1,3 ponto percentual, para 64,7%. Conforme a FGV, os indicadores desagregados do Nuci para mão de obra e máquinas e equipamentos também tiveram variações negativas: -1,4 e -1,0 ponto percentual, respectivamente.

O desconforto dos empresários da construção, em especial com os fatores que afetam negativamente a atividade, como demanda insuficiente, acesso a crédito bancário e limitações financeiras, está em trajetória descendente, avalia a FGV. "Percebe-se, graficamente, que, enquanto o ISA-CST tem mostrado uma tendência ascendente nos últimos meses, o índice de desconforto tem diminuído", aponta.